09/11/2016 06h20
Companhia prestou serviço para empresa da vítima, segundo a Polícia Civil.
G1
O suspeito de chefiar a quadrilha que sequestrou o empresário Belarmino Marta, em Louveira (SP), é dono de uma seguradora que prestou serviços para a companhia da vítima, segundo a Polícia Civil. Marta, de 80 anos, fundador de um dos maiores grupos de transporte no país, foi libertado segunda-feira (7), após 31 dias de cativeiro. Três foram presos e dois são procurados.
Os investigadores revelaram que os criminosos estudaram todas as informações da rotina de Belarmino Marta, incluindo a alimentação dele. Entre os presos está Jorge Luís Talarico, dono da chácara que servia de cativeiro na capital paulista e apontado também como responsável pelo planejamento do crime. Ainda de acordo com a polícia, ele tem passagem criminal por homicídio.
A corporação informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que ele é proprietário da empresa de segurança Horus, que tem sede em São Paulo e filiais em Minas Gerais e Paraná.
Os outros dois presos foram Ronaldo Paulinho e José Hilton dos Santos, conhecido como “Banha” e responsável pelas ligações para a família. Já os procurados pela polícia Fábio Luis da Silva e Vanderlandio Coelho Silva. A polícia confirmou ainda que o empresário sofreu tortura psicológica feita com uma motosserra, ligada pelos sequestradores para assustá-lo.
O caso
Imagens gravadas pelo circuito interno de um posto de combustíveis na Rodovia Anhanguera (SP-330) mostram o momento em que o empresário chega ao local para tomar um café e é abordado por dois dos sequestradores investigados. [Veja vídeo acima].
De acordo com a polícia, os criminosos se passavam por policiais quando abordaram a vítima. O empresário foi levado para um cativeiro em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, e a corporação chegou a usar um drone para vasculhar a região após receber denúncias.
Com uso de escutas telefônicas, os policiais seguiram um carro e conseguiram prender dois integrantes da quadrilha que os levaram até o cativeiro. No local, houve a prisão de um terceiro.
Dentro do veículo, os policiais ainda apreenderam duas armas de fogo, uma pistola ponto 380 e um revólver calibre 38, além de R$ 6 mil em dinheiro. A polícia informou que não foi pago resgate.


