Encontro nacional debate educação em direitos humanos

Foto: Reprodução/UFU

O Ministério da Educação (MEC) realizou na semana passada, de 6 a 11 de abril, o 2º Encontro Nacional de Educação em Direitos Humanos e Diversidades com Profissionais da Educação Básica: educação midiática nas escolas. O encontro foi promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC (Secadi) e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade de Brasília (UnB). Durante seis dias, houve atividades remotas e presenciais. 

O evento integra a 2ª Edição do Programa de Extensão de Formação Continuada de Profissionais da Educação Básica da Rede Pública Brasileira, como desdobramento do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Midiática para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos e Diversidades, que proporcionou a formação de 6,4 mil professores e outros profissionais da educação básica de todos os estados brasileiros. 

No sábado, 11 de abril, o coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do MEC, Erasto Fortes Mendonça, participou da mesa-redonda “Conectando saberes: os caminhos e desafios institucionais da Educação Midiática e da Educação em Direitos Humanos nas suas diversidades”. 

Em sua fala, Mendonça explorou as conexões entre a educação midiática e a educação em direitos humanos. Segundo ele, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, elaborado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está sendo atualizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH). 

Naquela época, o Plano centralizava a televisão na formação de valores em direitos humanos. “Não se trata de agendas paralelas, são campos interdependentes para a formação cidadã em contextos sociais complexos. O contexto contemporâneo nos indica que o cenário atual é de centralidade das mídias digitais na formação de valores. Por isso, a atualização do plano trará o componente de mídias digitais. A internet, hoje, tem um papel muito mais fundamental do que a televisão na construção de valores, seja para o bem ou para o mal”, apontou. 

A mesa contou, ainda, com a presença do diretor do Departamento de Direitos na Rede e Educação Midiática da Secom, David Almansa Bernardo, e de outros especialistas. Os debates apontaram a educação midiática não apenas como uma mediação, mas, sobretudo, como um importante campo de saberes, práticas e vivências atravessadas pelo complexo comunicacional. 

“Nessa perspectiva, a educação básica configura-se como um espaço especialmente pertinente e significativo, na medida em que consideramos o papel da escola, suas demandas e contribuições, construídas a partir das vivências da comunidade escolar”, concluiu o coordenador. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação