Primeiros pacientes internados utilizaram Hidroxicloroquina, mas protocolo mudou

A redação do site Pontaporainforma.com.br entrevistou o diretor do Hospital Regional Dr José de Simone Neto em Ponta Porã, Demetrius do Lago Pareja, procurando saber como está as condições de atendimento no hospital nesse período de pandemia que vem assolando todo o País e também o mundo.

Demetrius informou que o hospital está preparado já que desde o início da pandemia, correram atrás para terem leitos de UTI e leitos clínicos para atendimento aos pacientes de covid 19. “Hoje temos mais de 30 leitos clínicos , temos o hospital  de campanha em caso de esgotamento desses leitos, e acredito que nessa semana poderemos chegar nesse estágio e temos 10 leitos de UTI para covid, onde temos tido no máximo 4 pacientes ao mesmo tempo”, afirmou o diretor.

Importante esclarecer que o Hospital Regional de Ponta Porã tem 10 leitos de UTI para atender seus pacientes. Na época, antes da pandemia, Demétrius disse que o hospital estava tranquilo quanto aos atendimentos, inclusive com atendimento de cerca de 400 pacientes por dengue no Pronto socorro, sendo que a unidade tem 121 leitos, dos quais 10 é de UTI.

Quando da pandemia de covid-19, foi feito um seccionamento da unidade, sendo uma parte para atender covid e outra para atendimentos ditos “normais” ou “não críticos”, identificada como área limpa.

Na rua Baltazar Saldanha fica o Pronto Socorro para atendimento dos pacientes “não críticos”, como acidentes, infartes, ferimentos por armas. Caso o paciente seja covid-19, entra pela Rua Jorge Salomão com estrutura de Pronto Socorro, estabilização e mais 10 leitos de UTI específicos para covid.

Demétrius informou na entrevista que é importante entender que hoje o problema maior ho Hospital Regional não é o coronavírus. O problema maior é com a área ‘NÃO CRITICA”, que está lotada, que é aquela que envolve acidentes, AVC, doenças cardiológicas, sendo que dos 121 leitos, existe 30 a menos, devido a divisão,  e é preciso que haja consciência da população, pois quando em abril e maio houve um isolamento maior, havia poucas intercorrências de acidentes, armas brancas e isso fazia com que a unidade de saúde estivesse mais preparada para o atendimento aos pacientes com coronavírus.

Na data de 06 de julho, pela parte da manhã, o Hospital de Ponta Porã estava com 11 pacientes de covid na área clinica e dois na UTI.

Importante ressaltar que não faltou materiais de proteção aos profissionais da saúde que atuam no Hospital, mas mesmo assim, com todo o cuidado, 11 profissionais foram diagnosticados positivamente para o novo vírus, mas houve o rastreamento, e pode-se verificar que nehum foi contaminado dentro do hospital. Dos 11, continuam afastados uns 3 ou 4 apenas.

Quanto ao uso de Hidroxicloroquina, o diretor do hospital informou que fica a critério do médico receitar o melhor tratamento, e que no início, a Hidroxicloroquina foi utilizada, porem, após alguns estudos, outros medicamentos estão sendo usados para o tratamento.

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