23/05/2014 08h50
Os 4 envolvidos no caso vão responder em liberdade
Douradosnews
Quatro pessoas envolvidas no desaparecimento do líder indígena Nisio Gomes em 2011, responderão em liberdade. Juarez Rocanski, Edmar Alves dos Reis, Jerry Adriano Benites e Nilson Braga, ficaram presos por um ano e 11 meses e tiveram o pedido de relaxamento de pena concedido pela Justiça ontem (21).
Eles cumpriam pena na Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa) em Dourados.
De acordo com o advogado dos acusados, Maurício Raslan, o pedido foi feito em 8 de maio e a ação acabou deferida a favor do grupo pelo fato da Justiça acreditar que nenhum dos acusados causam qualquer tipo de risco à sociedade.
“A Justiça entendeu que houve excesso do prazo, demora processual e na formação da culpa, atendendo o nosso pedido. Além desses detalhes, eles não oferecem risco a sociedade”, disse ao Dourados News.
Nisio Gomes desapareceu em novembro de 2011 em Aral Moreira, região de fronteira com o Paraguai. Segundo informações da época, ele teria sido atacado por um grupo de pessoas que faziam a segurança das terras onde ocorreu o fato.
Um ano depois, após investigações, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou 19 pessoas pelo crime, onde três respondem por homicídio qualificado, lesão corporal, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de testemunha.
Outros quatro acabaram acusados por homicídio qualificado, lesão corporal, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e 12, por homicídio qualificado, lesão corporal, formação de quadrilha ou bando armado e porte ilegal de arma de fogo.
Em janeiro deste ano, o MPF conseguiu junto a Justiça, a suspensão das atividades da empresa contratada para realizar o trabalho de segurança no local, sediada em Dourados.
Na alegação, o judiciário entendeu que “há perigo de novas agressões e ilícitos executados pela Gaspem, mormente o elevado número de propriedades em litígio (consideradas terras tradicionais pelos indígenas) para a vigilância das quais a demandada está contratada”.
O proprietário da empresa, que também estava preso, responde em liberdade.


