12/11/2013 09h50
Delegado pediu agilidade em laudos toxicológicos para esclarecer o caso
G1
O menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, pode ter morrido por um erro na aplicação de insulina, é o que afirma o delegado seccional João Osinski Júnior, diretor do departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3). Na tarde desta segunda-feira (11), em Ribeirão Preto (SP), Osinski afirmou que a hipótese é a mais provável, uma vez que a necropsia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que a criança não apresentava sinais de violência no corpo.
Joaquim era diabético e havia iniciado o tratamento em setembro. O delegado pediu agilidade na conclusão dos laudos toxicológicos para verificar se ele tinha ou não excesso de insulina no organismo.
A mãe de Joaquim, Natália Ponte, e o padrasto dele, Guilherme Longo, foram presos no domingo (10), após o corpo ter sido encontrado no Rio Pardo, em Barretos (SP). Eles são suspeitos no desaparecimento e na morte do menino, e alegam inocência.
“Temos que trabalhar com todas as hipóteses. Mas a hipótese principal é a questão da insulina, por tudo aquilo que já foi divulgado. Logicamente, pode ter sido aplicado mais insulina do que deveria, pode-se ter deixado de aplicar a insulina, ou qualquer outra intercorrência nesse meio tempo que possa ter levado ao desespero do casal e a esse ato”, afirma. De acordo com o delegado, os órgãos do menino foram retirados do corpo e encaminhados para exame em laboratório.
Osinski reforçou que dificilmente o menino foi agredido antes de morrer, e que ele já estava morto quando foi jogado no córrego Tanquinho, próximo à casa onde vivia. “Não há sinal de fratura no corpo. Acompanhei pessoalmente a necropsia. As marcas de violência externa que existem são resultantes do choque do corpo com as pedras e com os galhos do fundo do rio”, diz.

