14/06/2014 07h50
Aumentos variam de R$ 0,10 a R$ 0,35; MPL critica falta de investimentos. Em 2013, 10 capitais que haviam aumentado, reduziram após protestos
Por: Tião Prado
O movimento contra reajuste nas tarifas de transporte público foi a bandeira levantada por manifestantes que deu início a uma série de protestos em junho de 2013.
A pressão popular fez o governo de algumas capitais do país voltar atrás no valor das tarifas, na época. Mas um levantamento realizado mostra que, um ano depois dos protestos, nove capitais já reajustaram o valor.
Em 2014, os preços das passagens de ônibus municipais subiram em Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Luís. Os aumentos variam de R$ 0,10 a R$ 0,35.
Após as manifestações de junho, 10 das 11 capitais brasileiras que haviam tido acréscimo no valor voltaram atrás. Aracaju, Curitiba, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória estão entre as que cancelaram o reajuste.
A prefeitura de Fortaleza também tentou impedir o aumento, mas uma decisão da Justiça manteve o preço da tarifa em R$ 2,20.
Quase 50 cidades anunciaram reduções na época, entre elas três capitais que nem tinham aumentado: Campo Grande, Macapá e Cuiabá.
Até abril, cinco capitais já haviam reajustado as tarifas.
Para os integrantes do MPL (Movimento Passe Livre) que capitanearam os protestos, mesmo com o novo reajuste, a guerra não foi perdida.
“A questão do transporte coletivo nas cidades condensa uma série de problemas urbanos e os atos fizeram o povo pensar a respeito disso”, diz Érica de Oliveira, de 23 anos, uma das coordenadoras do MPL em São Paulo.
“A nossa luta pelo passe livre continua. O dinheiro que está sendo investido em obras várias, como as da Copa, poderia ser investido em transporte público e baixar a tarifa. É a falta da priorização do uso dos recursos que está na causa deste aumento”, acredita ela.



