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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

‘Eu quero justiça pela morte do meu marido, seja quem for’, diz Flordelis

A perícia afirmou nesta quarta que a pistola encontrada escondida na casa da deputada foi usada no assassinato do pastor Anderson do Carmo, no último domingo

19/06/2019 13h40 – G1

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), viúva do pastor Anderson do Carmo, afirmou nesta quarta-feira (19) querer “justiça pela morte do marido”. “Seja quem for”, emendou, na porta da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói.

A DH investiga o assassinato do marido da parlamentar, ocorrido no último domingo (16). Flordelis explicou que foi à delegacia visitar o filho Flávio dos Santos, que está preso, mas saiu sem vê-lo. Ela deixou cobertor e toalhas.

Ao chegar, por volta do meio-dia, Flordelis não quis falar com a imprensa — disse que foi até lá apenas “ver como estão as coisas”. Ela deixou a unidade pouco antes de 12h30.

Arma do crime

Nesta terça-feira (18), a Polícia Civil fez buscas na casa da deputada, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana, e encontrou uma arma escondida. A perícia afirmou nesta quarta que a pistola foi, de fato, usada no crime. Flordelis afirmou que não sabia da arma.

A operação que encontrou a pistola tinha como objetivo cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da deputada, local onde Anderson foi assassinado.

A pistola estava enrolada em cima de um armário, no quarto onde Flávio dos Santos, filho biológico da parlamentar, dormia. Segundo a Polícia Civil, o suspeito tem uma carteira de um clube de tiro. Flávio tentava obter o certificado de atirador desportivo.

A operação desta terça-feira demorou cerca de cinco horas. Por volta das 19h, dois filhos do pastor e da deputada foram levados para a delegacia, a fim de prestar depoimento.

Segundo os investigadores da delegacia especializada, um dos principais objetivos da operação era encontrar o telefone de Anderson. O aparelho, entretanto, não foi achado. Outros celulares acabaram sendo levados para a delegacia.

Deputada Flordelis deixou a Divisão de Homicídios de Niterói às 12h25, cerca de meia hora após chegar a especializada — Foto: Carlos Brito / G1