Ao tratar da composição do Poder Legislativo atual, Trad alertou sobre a falta de renovação na Assembleia Legislativa
Fábio Trad defende renovação política, resgata memória histórica e mobiliza a juventude em atos ao lado de lideranças progressistas.
O debate de propostas para um Mato Grosso do Sul melhor para todas as pessoas não para na coligação “Por um MS do Povo”, encabeçada pela chapa que tem Fábio Trad e Dona Gilda na disputa pelo comando do Executivo. Neste fim de semana, duas agendas tiveram foco no público jovem e sua força de mobilização. Em ambos os compromissos de campanha, Fábio Trad esteve com lideranças e militantes na capital, defendendo a renovação parlamentar e o protagonismo da juventude.


A força dessa faixa do eleitorado e a união do campo progressista deram o tom da roda de conversa no bairro Carandá Bosque, no sábado (29) à noite. Ao lado do deputado estadual Pedro Kemp e da deputada federal Camila Jara, ambos candidatos à reeleição, Trad reforçou a urgência do diálogo aberto sobre políticas públicas e participação popular.
Ao avaliar o cenário local, ressaltou que o governo estadual praticamente não enfrentou oposição e criticou a atenção quase exclusiva do Executivo ao agronegócio e às exportações.
“Chegou a hora de vocês, jovens, mostrarem que um governo só se legitima quando não discrimina ninguém”, afirmou Trad, defendendo prioridade para indígenas e assentados e outras populações esquecidas, para as quais pretende dedicar iniciativas robustas do governo.
Resgate histórico e renovação na Assembleia Legislativa
Em tom emocionado, durante a reunião do lançamento da candidatura de Ladi Souza, neste domingo (30), Fábio Trad começou sua fala em um discurso relembrando o período tenso da Ditadura Militar, quando o pai, Nelson Trad, passou mais de um mês detido, e perdeu o mandato de vice-prefeito em Campo Grande. Homenageou, ainda, o advogado Lairson Palermo, que estava presente, e o professor Rubens Silvestrini (in memorian).
Evocando o escritor Bertolt Brecht para destacar os homens que lutam a vida inteira e se tornam “imprescindíveis”, Trad ressaltou a importância do trabalho silencioso que resgatou a memória dos perseguidos, presos e torturados pela ditadura militar em Mato Grosso do Sul.
Ao tratar da composição do Poder Legislativo atual, Trad alertou sobre a falta de renovação na Assembleia Legislativa, onde parlamentares chegam a acumular até 11 mandatos consecutivos (44 anos de atuação). Ao defender uma Casa formada por profissionais preparados, declarou apoio à candidata: “Eu estou aqui pela Ladi por acreditar que ela vai colocar qualquer ‘Zé Teixeira no bolso”, apontando a bagagem em psicologia, comunicação e relações humanas como o diferencial para o cargo.

Convocando a militância à mobilização contínua, Fábio Trad encerrou com um apelo à resistência: “Se a gente não resistir, ninguém vai resistir por nós. Não temos outra alternativa a não ser reagir. O que nos une é a ideia de rejeitar esse modelo”, concluiu.
Fonte: Assessoria

