Em Mato Grosso do Sul, a população idosa representa mais de 14% dos habitantes, e cresceu 63% em relação a 2010
Em reunião nesta terça-feira (1) com uma comissão de aposentados e pensionistas, o candidato ao Governo do estado pela coligação “Por um MS do Povo, Fábio Trad, assumiu o compromisso de construir uma gestão focada no bem-estar social da população 60+. Ao tratar de uma preocupação latente, o petista defendeu o fim da alíquota previdenciária de 14% cobrada sobre os vencimentos dos servidores inativos de Mato Grosso do Sul, que já contribuíram a vida toda para poder se aposentar.
O encontro foi realizado no Comitê Central de Campanha, em Campo Grande. Em sua fala durante a reunião, o candidato destacou a necessidade de reestruturar as políticas públicas estaduais para garantir dignidade e acolhimento no processo de envelhecimento.
“Nós queremos um estado amigável para a vida daqueles que têm mais de 60 anos, indo além da questão do serviço público. Tem muitas coisas para fazer. Nós não queremos que a aposentadoria seja o prenúncio da solidão, o sinal de que a vida tá acabando ou o alarme de que você já está recebendo o sol pelas costas”, pontuou o candidato.
Recordando conselhos de seu pai, o ex-deputado federal Nelson Trad, o petista emocionou os presentes ao defender que a terceira idade deve ser encarada como uma fase de plenitude e participação ativa na sociedade.
“Meu pai falava do ‘outono da vida’, de ‘já estar recebendo o sol pelas costas’. Não, pai! A gente quer os 60+ recebendo o sol no peito, o sol na cara! Porque aí é o momento de viver plenamente — e sem os 14%!”, enfatizou o candidato, sob aplausos dos representantes presentes.
Ao abordar a justiça fiscal e o combate às desigualdades, Fábio Trad reafirmou que o custo do ajuste previdenciário e fiscal não pode continuar incidindo sobre quem trabalhou a vida inteira pelo estado, enquanto setores altamente lucrativos acumulam incentivos fiscais.
“Quem tem que dar é quem tem. E quem tem, nós sabemos aqui no estado de Mato Grosso do Sul. Aqui, neste modelo que já dura 12 anos, os ricos estão se enriquecendo, os pobres estão empobrecendo e a classe média está sendo enganada”, afirmou.
Trad também fez um apelo para que as lideranças presentes mobilizem a sociedade em prol da mudança política no estado, criticando o foco das gestões passadas no crescimento econômico desconectado do bem-estar social.
“Vocês são pessoas extremamente qualificadas. Eu ouvi, eu escutei, me comprometi. Agora é chegada a hora de vocês mostrarem que de fato são lideranças. Convençam as pessoas e nos façam provocar o segundo turno, conclamou.
A reunião no Comitê Central faz parte da série de agendas de Fábio Trad voltadas ao diálogo direto com movimentos sociais, servidores públicos e entidades representativas de Assim como o presidente Lula tem destacado, o Brasil precisa cuidar melhor das pessoas que já viveram muito e ajudaram a construir tudo que temos. Em Mato Grosso do Sul, a população idosa representa mais de 14% dos habitantes, e cresceu 63% em relação a 2010, quando havia 239,3 mil pessoas nessa faixa etária, segundo os dados mais recentes do IBGE, do Censo de 2022.
Veja as propostas de Fábio Trad que beneficiam o público 60:
Criação de Centros-Dia, espaços dedicados ao acolhimento e à convivência de idosos no âmbito do programa “Estado que Cuida das Pessoas”.
Expansão e capacitação das equipes dos órgãos de assistência social para melhorar o atendimento e a proteção a idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.
Criação do Programa Estadual de Combate à Pobreza e à Fome, além do resgate de Restaurantes Populares e Cozinhas Solidárias para garantir acesso à alimentação saudável e de qualidade.
Desconcentração da rede especializada de Campo Grande por meio do fortalecimento de hospitais regionais (como Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã) e da construção de novas unidades (em Corumbá, Naviraí e Jardim).
Ampliação do serviço público de hemodiálise em cidades-polo para reduzir a remessa de pacientes idosos à capital.
Integração ao programa “Agora tem Especialistas” para agilizar exames/consultas, além da criação de centros de referência regionais em fisioterapia e terapia ocupacional.
Fortalecimento das políticas de inclusão de pessoas com deficiência e idosos, garantindo acessibilidade em equipamentos públicos e serviços sociais.
Fonte: Assessoria

