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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Facção criminosa estaria envolvida em execução de jovem casal na fronteira

19/08/2016 07h

Ainda faltam elementos para sustentar pedido de prisão, informa delegado

Correio do Estado

Investigação que se arrasta por três meses aponta suspeita de que uma facção criminosa tenha cometido a dupla execução ocorrida no dia 11 de maio, no bairro Ignez Andreazza, em Ponta Porã. A nutricionista Kelly Peralta, de 30 anos, e seu esposo, auditor da Receita Federal, Rafael Alves Borges, de 29 anos, foram assassinados com mais de 50 tiros, dentro de um Hyundai I30.

A informação foi repassada na tarde de hoje pelo delegado responsável pelo caso, Patrick Linares, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã. A investigação apurou origem de quase R$ 13 mil em dinheiro encontrado no carro e a possível ligação desse crime com o assassinato do irmão de Kelly, Cristian Silgueiro Peralta, há um ano, em Cuiabá (MT).

Dinâmica, motivação e parte da autoria do crime já estão bem definidos, conforme o delegado. Há suspeita ainda de que a mesma organização tenha cometido outros crimes na fronteira. “Estamos investigando o envolvimento dessa organização criminosa em outras ações, assim como o envolvimento de outras pessoas”, reforçou.

Ao Portal Correio do Estado a autoridade policial não quis passar mais detalhes do desfecho para não atrapalhar as investigações, que ainda não foram concluídas por falta de “elementos”.

“Temos o suspeito, a autoria e os mandantes bem definidos, mas ainda não conseguimos elementos suficientes para fazer o pedido de prisão de todos os envolvidos”, explicou Patrick.

Perícia realizada no celular de Kelly ajudou a polícia a esclarecer muitos fatos. “O celular dela indicou autores e envolvimento de algo que levou ao crime. São conversas, claras, via Whatsapp, armazenadas no aparelho dela”.

Familiares da vítima foram ouvidos, mas os depoimentos pouco acrescentaram com as investigações. O pai de Rafael, que mora em Campo Grande, ainda será ouvido por carta precatória.

O CRIME

O casal foi morto dentro de um Hyundai, com placas de Campo Grande. Os suspeitos estavam em uma moto e fugiram logo após os disparos, segundo testemunhas.

Kelly era formada em nutrição. Informalmente, o delegado soube, ainda, que ela administrava um hangar, no Paraguai, e que o pai dela seria mecânico de aviões.

Foram disparados mais de 50 tiros de pistola e metralhadora - Foto: Divulgação