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domingo, 18 de outubro, 2026

Fachin manda investigar supostas ameaças a Joesley Batista

Empresário afirmou ao STF ter recebido ameaças por telefone e narrou cerco à residência por PMs.

13/12/2018 06h – G1

O ministro Luiz Edson Fachin determinou na quarta-feira (12) que a Polícia Federal investigue supostas ameaças narradas por Joesley Batista, dono do grupo J&F, um dos delatores ligados à Operação Lava Jato.

Segundo o ministro, Joesley relatou ter sido ameaçado por telefone dias após audiência na Justiça e narrou que a casa dele foi cercada por viaturas da Polícia Militar em razão de “falsas comunicações de crimes”.

O empresário informou ao STF que já comunicou as autoridades policiais, mas pediu proteção prevista em seu acordo de colaboração premiada.

Fachin ouviu a Procuradoria Geral da República sobre a questão, que pediu para que a Polícia Federal informe se há inquérito aberto para apuração das suspeitas. Além disso, pediu para que sejam informadas as providências para garantir a segurança de Joesley.

O ministro determinou que a PF informe se está investigando a questão e, se não estiver, que abra inquérito de imediato.

“Defiro o pedido, determinando seja oficiado ao Corregedor-Geral de Polícia Federal para que informe acerca da instauração de inquérito, bem como especifique as medidas de proteção implementadas com relação ao ora requerente. Desde logo, e diante da aquiescência da Procuradoria-Geral da República, caso ainda não instaurada essa investigação, determino sua deflagração imediata”, ordenou Fachin.

Na delação premiada, Joesley Batista narrou supostos crimes envolvendo o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, entre outros políticos.

A PGR pediu rescisão do acordo por suspeita de que o empresário tenha omitido orientação do ex-procurador Marcelo Miller, quando ele ainda integrava o Ministério Público.

A expectativa é de que o Supremo só julgue a validade do acordo de delação da J&F no ano que vem.

O empresário Joesley Batista — Foto: Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo