O Bolsa Família se consolida como uma das principais redes de proteção social para o público feminino no Brasil. As mulheres são as protagonistas do programa. E esta relação é tema do podcast do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) desta segunda-feira (30.03). Neste episódio que comemora o mês das mulheres, o Fala MDS recebeu a diretora do Departamento de Condicionalidades, Itanamara Guedes; e uma ex-beneficiária do Bolsa Família, Gabrielly Gomes, que compartilhou a relevância do benefício para ela, os pais e os irmãos.
Segundo Itanamara Guedes, o programa faz um recorte prioritário para as mulheres pois compreende que a pobreza é um fenômeno multidimensional marcado pelo gênero, o que ela define como a “feminização da pobreza”. Por isso, a atuação do Bolsa Família vai além do repasse de um recurso mensal. “É uma ferramenta importante no combate às desigualdades de gênero”, defendeu a diretora.
O impacto positivo do Bolsa Família na superação da pobreza foi exemplificado pela ex-beneficiária Gabrielly Gomes. “O programa foi fundamental em um momento crítico, foi uma ponte para mim e minha família para garantir o básico e permitir que nos reerguêssemos.” A família da Gabrielly já não precisa mais do benefício. Atualmente, ela estuda Gestão de Políticas Públicas, na Universidade de Brasília (UnB). O curso escolhido por ela teve o Bolsa Família como inspiração.
Uma evidência de que as mulheres são protagonistas no programa é o fato de que elas são, em maioria, as titulares e responsáveis familiares que administram o recurso. “Essa prioridade contribui diretamente para a autonomia econômica dessas mulheres, transformando as relações sociais dentro dos lares”, detalhou Itanamara. A realidade é confirmada por Gabrielly, que recorda o papel da sua mãe na gestão da casa e do benefício: “A minha mãe sempre esteve presente, cuidava de mim e dos meus irmãos, sempre mencionando a importância dos estudos”.
Em 2026, das 18 milhões de famílias atendidas pelo programa, 15 milhões são chefiadas por mulheres, isso equivale a 84% do total. Outro dado a ser destacado é que 74% das beneficiárias se declaram negras. “Assim, o Bolsa Família também é instrumento de combate às desigualdades étnico-raciais”, ressaltou a diretora.
Condicionalidades
Somam-se ao benefício financeiro, as condicionalidades de saúde e educação, que buscam romper o ciclo intergeracional da pobreza. De acordo com Itanamara, o programa é um dos principais responsáveis pela redução da mortalidade infantil e materna, porque acompanha o pré-natal das mulheres beneficiadas. “A gente tem uma taxa de cobertura acima de 90%. E tem toda uma rede, pensada para dialogar, para acompanhar, sempre na perspectiva de acessar o serviço de saúde como um cuidado integral. Há uma maior prevenção das doenças e redução até de suicídios”, observou.
Onde Ouvir
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às sextas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

