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Falha no 190 da PM gera reclamação de populares

06/03/2014 10h10

Populares reclamam que não conseguem atendimento no 190

Douradosnews

O roubo que aconteceu na noite desta terça-feira (04), em que a família foi trancada em um dos cômodos da residência, na rua Manoel Santiago, Jardim Universitário, foi denunciado à polícia por pessoas que passavam nas proximidades do local e viram a movimentação.

Uma delas, que pediu para não ser identificado, disse ao Dourados News que foram feitas mais de 10 ligações para a polícia através do 190, de diferentes telefones, e foi com a ajuda do número do Corpo de Bombeiros (193), que eles conseguiram ser atendidos e pediram para que atendessem a ocorrência do crime.

A reclamação das testemunhas é quanto à falha da comunicação.

De acordo com o tenente coronel, Ari Carlos Barbosa, um ramal dos telefones da emergência está mudo e os técnicos não conseguem identificar o problema, “para a pessoa que está ligando, ela escuta chamando, mas para a gente não. Já chamamos a operadora, trocaram a fiação, mas não acham a linha que está com problema, às vezes ligam e cai em Deodápolis, Douradina”.

O Centro Integrado de Operações (Ciops) tem quatro pontos para atendimento, segundo o coronel Barbosa, normalmente, operam com dois atendentes, porém por conta do Carnaval quatro estavam de plantão.

“No momento do crime quatro policias estavam atendendo, mas o telefone não tocou para nós. Não há problemas de estrutura, porque quando ficamos sabendo várias viaturas foram para o local, o problema é técnico e não depende da gente, mas sim de outros fatores. Orientamos para que quando não atender ligar de outro telefone ou celular”, explicou.

Todavia uma vendedora, de 29 anos, também disse à reportagem que na loja onde trabalha já teve problemas e não conseguiu entrar em contato com a polícia.

“Nós já fomos ameaçadas por ‘malandrinhos’ que entram pedindo dinheiro, uma colega disse que não tinha, com isso ele disse que daria uma ‘voadora’ e um tiro nela. Tentamos ligar 4 vezes para o 190, mas não atendeu, fomos na loja do lado e ligamos para a base móvel da PM”, contou.

A vendedora ainda disse que clientes já foram abordados pelos garotos, que pediam dinheiro, e ameaçados quando as pessoas falavam que não tinham. “Já precisamos três vezes, ligamos, mas não atende. Acreditamos que são todos menores, pois eles já foram detidos nas proximidades e voltam nos dias seguintes, daí passam em a loja e ficam nos intimidando”.

Foto: Ademir Almeida