Por 3 dias, Fátima sofreu com dor renal
14/01/2019 18h – Por: Dora Nunes
Fátima Carvalho procurou a redação do site Pontaporainforma para fazer uma queixa em relação ao atendimento que teve no Hospital Regional Dr José Simone Neto em Ponta Porã que é administrado pela empresa Gerir, onde relatou que teve uma crise renal no dia 19 de dezembro de 2018, tendo as dores iniciadas as 11h, tomou um Buscopan, porem as dores não melhoraram, foi então que decidiu se deslocar até o Hospital Regional.
Em relação ao primeiro atendimento, Fátima relatou que até que foi rápido, sendo colocado a “famosa” pulseirinha, passou pelo médico que receitou um medicamento onde a paciente ficou a tomar até às 18h.
Passada a dor, a paciente retornou para sua residência e comprou o remédio indicado pelo médico de nome Tramadol. Relatou que na quinta e sexta-feira, mesmo tomando o medicamento prescrito, a dor continuava, retornando ao hospital por volta das 18h na noite de sexta-feira e passando novamente pelo médico, este solicitou uma tomografia e mais alguns exames laboratoriais, os quais foram realizados.
A senhora Fátima contou que lhe deram 10ml de morfina e até as 01h da manhã ainda não havia voltado o resultado de sua tomografia. “A máquina de tomografia é maravilhosa, tem tudo ali, o que não tem é gestão, pois quando eu perguntava quando que teria o resultado, uns diziam que em 2h se o exame tivesse sido pedido com urgência, normal 4h e às vezes leva 8h e assim retornei para casa sem o laudo”. Fátima conta que no sábado, retornou ao hospital para conseguir uma cópia do laudo da tomografia realizada, quando foi informada que “no sábado nada funciona lá”.
No domingo, por volta das 22h, a dor já não era mais suportável e a paciente retornou ao hospital e sendo atendida pelo médico de plantão contou que já havia passado pelo hospital, tendo inclusive, feito uma tomografia e que gostaria de passar por um urologista, sendo que de imediato, conforme relato de Fátima, o médico teria dito que quem decidia era ele e a encaminhou para a sala verde afirmando que naquele dia ela sairia com uma solução.
Foi medicada para passar a dor e mais uma vez foi colhido sangue para mais exames, que ficariam prontos em 2h. E mais uma vez vieram e falaram que ela iria fazer uma tomografia, sendo então contestado, pois já havia feito uma tomografia na sexta-feira e que faltava só o laudo.
E mais uma vez, Fátima fez uma nova tomografia e por volta das 6h da manhã, começou a questionar que hora chegaria o laudo dessa segunda tomografia, quando ouviu de um enfermeiro que às vezes demora até 2 dias. Perdendo a paciência, Fátima relatou que informou que iria embora, quando uma pessoa se aproximou dizendo que se ela tinha algo a reclamar que procurasse a Ouvidoria.
“Mais uma vez passei por uma médica e senti que ela estava perdida, parecia que não sabia o que fazer, pois nem o laudo não tinha em mãos e pedi um urologista, sendo que ela respondeu para mim que era pra eu ficar quieta para ela pensar no que ia fazer”, afirmou. Assim, o médico urologista foi chamado e por volta das 9h30min chegou já com o laudo antigo da tomografia em mãos, onde o doutor explicou que Fátima estava com uma pedra de 1 cm travada no canal e que era necessário buscar outros recursos, mais precisamente em Campo Grande.
Desesperada e sem ter para onde correr, Fátima Carvalho resolveu procurar um médico urologista da rede particular e novamente foi submetida a exames, usou cateter, pois estava com inflamação e logo depois foi feito o procedimento para retirada da pedra pela uretra. “Eu poderia ter tido uma infecção generalizada. Tive que pagar para ter meu problema solucionado, porque pelo SUS não teve jeito”, desabafou Fátima.


