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sábado, 17 de outubro, 2026

Faltava ele: Pastore “desfila” e aumenta poder argentino

01/07/2015 16h

Meia ofensivo de muita classe e inteligência, mas também de uma inconstância que o acompanha em toda sua carreira, Pastore vive seu melhor momento aos 26 anos.

Terra

Messi teve momentos geniais em todas as partidas, Agüero fez gols importantes, Di María infernizou defesas, Mascherano comandou o meio-campo. A Argentina chegou até a semifinal da Copa América jogando um ótimo futebol , mas faltava alguma coisa – algo que transformasse definitivamente o domínio em gols e tirasse de Messi a responsabilidade de criar sozinho. E esse ingrediente a pareceu na goleada por 6 a 1 em cima do Paraguai que botou o time na decisão: Javier Pastore.

Meia ofensivo de muita classe e inteligência, mas também de uma inconstância que o acompanha em toda sua carreira, Pastore vive seu melhor momento aos 26 anos. Após ter ficado de fora do elenco vice-campeão na Copa do Mundo do ano passado por opção técnica do treinador Alejandro Sabella, ele fez uma temporada sólida pelo PSG e ganhou espaço como titular da seleção com Tata Martino. Faltava brilhar na Copa América.

Não falta mais. O camisa 21 “desfilou” em campo contra os paraguaios e, ao lado de um Messi que teve sua atuação mais sensacional no torneio, foi o destaque argentino no show da semifinal. Flutuando pelo meio-campo, buscando espaços curtos para tabelar, abrindo o jogo sempre que possível e, talvez o mais importante, aparecendo como surpresa no ataque para quebrar a marcação adversária.

O próprio Pastore admitiu que está mais solto em campo. Ele marcou o segundo gol argentino após receber de Messi, avançar e acertar chute rasteiro da entrada da área; depois, serviu Di María com um passe de trivela para o terceiro gol, que jogou um balde de água fria na tentativa de reação do Paraguai.

“O importante é o funcionamento da equipe. Vamos melhorando, vamos nos conhecendo”, disse o meia após o jogo. “O time jogou muito bem, e temos que seguir assim. A confiança estava aí desde a primeira partida, mas não tinham saído os gols. Demos um bom passo e estamos muito bem para a final”.

A confiança de Martino em Pastore se manteve inabalada mesmo após atuações não tão efetivas na primeira fase. Mas o técnico sabe que a criatividade do meio-campista é crucial para que a Argentina não depende exclusivamente de seu trio de frente pra levar perigo. Além disso, a movimentação do jogador para os lados mantém o equilíbrio do time quando Messi ou Di María buscam a jogada pelo centro.

O grande jogo de Pastore foi chave para a Argentina converter as chances que criou em gols – algo que até então não havia ocorrido na Copa América. O time dominou todos os jogos, mas venceu por apenas um gol de diferença suas três partidas da primeira fase, e ficou no 0 a 0 com a Colômbia nas quartas de final após atuação espetacular do goleiro Ospina. É sempre difícil saber se o meia vai ter um dia de craque ou uma exibição sonolenta, mas para Martino, tem valido à pena apostar.

Pastore comemora segundo gol da seleção argentinaFoto: Carlos Succo / EFE

Argentina passeou em Concepción e eliminou o Paraguai da Copa América.Foto: Hector Vivas / Getty Image