O padrasto do garoto disse que ele não irá mais frequentar a escola onde ocorreu o fato e que a família irá procurar um outro local para dar continuidade aos estudos.
09/11/2019 06h10 – G1 MS
Augusto Amorim de Oliveira, o padastro do menino de 3 anos que teve parte da orelha cortada dentro de uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei), no bairro Moreninhas III, em Campo Grande, disse nesta sexta-feira (8) ao G1 que o garoto está traumatizado por conta do ferimento grave.
“Ele está muito assustado, quando fomos na delegacia, a delegada ofereceu um local para o menino brincar com brinquedos e ilustrações, mas ele nem quis chegar perto e começou a chorar. Em casa ele também está assim, não quer nem saber de sair para brincar com outros meninos, quer ficar o dia todo fechado”, disse o padrasto.
Ele ainda afirma que a criança chora bastante por conta do ferimento, principalmente, na hora de fazer curativos ou quando vira na cama e bate a orelha ferida no travesseiro. O menino está sendo tratado com medicamentos, e de acordo com a família, vai necessitar de uma cirurgia plástica por conta do tamanho do machucado.
A família não quer que o garoto volte mais para a escola que frequentava e diz que irá procurar um outro local para que ele continue os estudos.
A delegada Anne Karine Trevisan, responsável pelas investigações, disse que a mãe da vítima esteve na delegacia e registrou boletim de ocorrência por maus-tratos, nessa quarta-feira (6).
“O menino falou que a tesoura estava lá e o coleguinha resolveu cortar a orelha dele. Quando ele viu o outro menino já estava em cima dele, foi tudo rápido pelo que ele explicou. A mãe veio aqui e nós encaminhamos para o Imol [Instituto de Medicina e Odontologia Legal], onde foi feito o exame de corpo de delito”, explicou a delegada.
Ainda conforme Trevisan, a mãe, uma manicure de 17 anos, teria dito que, na última terça-feira (5) a direção da escola entrou em contato com ela, afirmando que o menino teria sofrido uma mordida. No entanto, ao levá-lo para atendimento médico, foi constatado que se tratada de um corte.
“Nós vamos ouvir os professores e verificar o que ocorreu. Qual o motivo dessa tesoura ficar de fácil acesso, quantos alunos estavam na sala de aula, todos os detalhes para saber se houve ou não negligência ou omissão por parte da escola. O boletim de ocorrência foi registrado por maus-tratos, já que a criança estava sob autoridade da escola”, finalizou a delegada.


