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sábado, 17 de outubro, 2026

Família de quadrigêmeas tem barraco roubado e fica sem moradia

31/10/2014 14h20

Doações, parede e telha foram levadas de barraco de madeira, diz família

G1

Denir Campos e Odair Cândido, pais das quadrigêmeas indígenas Eliza, Elizabete, Elizângela e Elizete, não têm para onde levá-las quando saírem da maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. O barraco onde a família vivia em Anastácio, a 128 km da capital sul-mato-grossense, foi roubado três vezes durante o tempo em que os pais estão acompanhando as recém-nascidas no hospital.

“Da última vez, levaram os mantimentos, doações de compra e de roupa, a madeira da parede e até uma folha de telha amianto do barraco. É triste saber que o pouco que a gente tinha foi levado”, contou Odair ao G1.

Ele diz estar preocupado com o destino da família depois que as quadrigêmeas tiverem alta do hospital, mas afirma que vai reconstruir tudo de novo.

“Começamos a ficar desesperados, porque logo elas vão ter alta e nem temos onde morar. Mas, se não tiver outra solução até lá, vamos voltar e construir de novo. Vou ter que trabalhar na cidade para ganhar dinheiro e ainda ajudar a cuidar das bebês”, ressaltou Odair, que antes trabalhava de diarista em uma fazenda.

Denir, mãe das meninas, foi surpreendida pela gravidez das quatro bebês durante o parto normal, já que o exame de ultrassom feito na gestação apontava gêmeos.

Ela também está apreensiva com a falta de moradia e de espaço para acomodar as novas integrantes da família com as outras quatro filhas do casal. “Preocupado a gente está, mas uma coisa de cada vez. Primeiro vamos cuidar para elas terem alta do hospital”, explicou.

As meninas completaram dois meses de vida na última terça-feira (28) e devem ter alta em duas semanas, segundo a equipe médica.

Elas estão juntas no setor do Projeto Canguru, na maternidade Cândido Mariano, onde três delas ainda precisam ganhar peso para atingir 2 quilos.

Univitelinas, as quadrigêmeas nasceram de 31 semanas, em um intervalo de 10 minutos entre elas, com pesos entre 890 gramas e 1,170 quilo. Logo depois do parto, as bebês foram levadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde permaneceram por cerca de um mês. Depois foram transferidas para uma Unidade Intermediária (UI) e, em seguida, tiveram alta para ir para o quarto.

Foto: Cláudia Gaigher/ TV Morena