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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Família procura por balconista desaparecido há três anos na Capital

A irmã de Elpídio, Maguinória Barbosa de Camargo, de 67 anos, relata que o homem já foi caminhoneiro e é muito conhecido.

Família procura por Elpídio Fernandes Barbosa, de 61 anos, que não é visto há quase três anos. Conforme o boletim de ocorrência, registrado pela filha, de 25 anos, o idoso se afastou da família após iniciar um relacionamento e, desde julho de 2022, não há mais notícias dele.

O registro foi feito na Delegacia Virtual e encaminhado para investigação. No registro, a filha conta que sempre teve uma relação próxima com o pai, mas que o contato se tornou mínimo após ele se envolver com uma mulher. O último encontro entre os dois aconteceu em uma padaria, próxima à saída para Sidrolândia, na companhia da madrasta e da sogra dela.

Ela relata que, mesmo sem vê-lo pessoalmente, sabia que o pai estava vivo porque ele continuava enviando pensão regularmente. No entanto, os depósitos cessaram em julho de 2023. Ao tentar contato com a mulher que relacionava com seu pai, recebeu a informação de que Elpídio teria se mudado para o Paraguai e que o casal não estava mais junto.

A filha diz não acreditar na versão apresentada pela ex-companheira do pai. “Ele era muito apegado aos filhos, principalmente a mim. Sei que algo está acontecendo. Quero notícias, saber se pelo menos está vivo”, declarou no boletim.

Outro detalhe que chamou a atenção da jovem foram publicações feitas pela mulher nas redes sociais. Segundo ela, a mulher chegou a postar imagens de um banheiro quebrado e manchado de sangue, com frases enigmáticas que, segundo ela, poderiam estar relacionadas ao pai. Logo depois, a postagem foi apagada e substituída por outra mensagem: “mentira da morte”.

A irmã de Elpídio, Maguinória Barbosa de Camargo, de 67 anos, relata que o homem já foi caminhoneiro e é muito conhecido. “Ninguém nunca mais soube sobre ele. Isso é muito estranho, em menos de um mês ele casou no cartório com aquela mulher. A gente pergunta para ela cadê ele, e ela fala que nunca mais viu”, contou ela.

O Campo Grande News entrou em contato com a DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), responsável por investigar os desaparecimentos, que informou que o caso continua sendo investigado.

Fonte: Campograndenews