16/06/2014 06h
Renato Aragão disse apenas que “não gosta de falar muito no assunto porque foi um ano muito difícil para a gente”.
UOL
Vinte anos depois da morte, o “Fantástico” reuniu familiares e amigos para falar da história e traçar a personalidade de Antônio Carlos, o Mussum, que fez parte do grupo “Os Trapalhões”. O jornalístico citou ainda o racha ocorrido entre os integrantes do humorístico na Globo.
Entre os entrevistados, participaram a viúva Neila Bernardes, o filho Sandro Bernardes, Renata Aragão, Dedé Santana, a cantora Elza Soares, e o diretor Maurício Sherman.
Renato revelou que a ideia de colocar um negro nos “Trapalhões” partiu de Dedé Santana, mas negou que as piadas direcionadas a Mussum tivessem conotação racista. “Entendiam apenas como uma brincadeira, uma caricatura”, disse Renato.
Sobre o racha entre os quatro comediantes, Dedé Santana declarou. “A confusão não foi entre nós. Aconteceu de empresa para empresa. Nós íamos fazer um filme e ele [o Renato] ia fazer outro”, minimizou.
Questionado, Renato Aragão disse apenas que “não gosta de falar muito no assunto porque foi um ano muito difícil para a gente”.
Segundo o “Fantástico”, Renato, Dedé, Antônio Carlos e Mauro Faccio, o Zacarias, voltaram a atuar na TV oito meses depois, mas “nunca mais foram os mesmos”. “E Antônio Carlos já não era a mesma pessoa de antes. Ele ouvia jazz, fumava charutos importados e tomava whisky”, disse a reportagem.
Antônio Carlos, o eterno Mussum, faleceu em 29 de julho de 1994 em decorrência de problemas no coração. “Os Trapalhões” ficaram no ar por 18 anos, entre março de 1977 e agosto de 1995.


