Favela da Maré conclui segunda fase do programa CEP para TODOS

Crédito: Zack Stencil/MCID.

Rio de Janeiro (RJ) – Os cerca de 124 mil moradores das16 comunidades da Maré, maior complexo de favelas do Rio de Janeiro, terão todos os seus logradouros com CEP, pelo programa CEP para TODOS, do Ministério das Cidades. O mapeamento identificou, ao todo, 906 ruas, becos e vielas no território. 

Na imagem duas mulheres e um homem posam para foto segurando placa do Cep Para Todos.
Luana Alves, ao centro, coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Periferias. Crédito: Zack Stencil/MCID.

Nesta etapa, são definidas as extensões e limites das ruas e identificação de inconsistências nos nomes para que essas informações sejam enviadas aos Correios. Reunidos, moradores, lideranças comunitárias e equipes técnicas analisaram os mapas para finalizar o processo de escolha dos nomes.  

Do total, restavam ainda cinco comunidades com necessidade de nomeação das ruas: Novo Pinheiro (29 ruas), Morro do Timbau (3 ruas), Baixa do Sapateiro (12 ruas), Parque Maré (43 ruas), Parque União (5 ruas) e uma comunidade com necessidade de conferência do traçado dos logradouros, Roquete Pinto (6 ruas). 

“A escolha dos nomes deve fazer sentido para quem vive no território, que já tem suas próprias referências para identificar as ruas. O que estamos fazendo é reconhecer essas denominações e oficializá-las, transformando-as em endereços com CEP e garantindo mais acesso a direitos e serviços”, explica Luana Alves, coordenadora-Geral da Secretaria Nacional de Periferias. 

E os nomes usados seguem a lógica de localização adotada internamente pela comunidade, a história dos moradores, da ocupação e formação dos territórios que integram o complexo. Nas próximas semanas as lideranças das favelas da maré farão caminhas pelo território para o levantamento dos nomes dos logradouros que ainda não estão nomeados nas bases oficiais do município.  

Na imagem homem segura placa com a frase Cep Para Todos
Crédito: Zack Stencil/MCID.

Os becos antes numerados, passarão a se chamar oficialmente: Beco do Abacate, Beco da Garagem, Beco do Zico. Travessas são: Travessa Alegria, Travessa da Paz, Travessas do Iate. As vilas levam nomes como Vila Dercy, Vila Maria, Vila das Crianças, Vila Terezinha.  

“É um impacto muito grande no dia a dia do morador, você ter um cep só para a sua rua. Muda tudo e beneficia muito a comunidade, porque além de tudo organiza o território para nós mesmos podermos usufruir”, apontou Marcelo Vieira, morador da comunidade Parque União. 

O morador da Baixa do Sapateiro, Jonathan da Cruz, resumiu a ação como um presente para toda a comunidade. “Chegamos ao final desse processo que é muito importante para a comunidade, para garantir nosso direito de ter um endereço. É um presente para toda a comunidade”, declarou. 

Os nomes e ruas indicadas nesta fase serão oficializadas pelo programa e encaminhadas para a geração do CEP pelos Correios e confecção de placas.  A previsão é que o emplacamento das ruas seja realizado ainda neste primeiro semestre. 

Fase 2 

A segunda fase do CEP para TODOS está avançando pelo Brasil. Até aqui, 15 favelas em 10 estados finalizaram o processo de mapeamento, solução das inconsistências e escolha dos nomes, contabilizando 910 CEPs por logradouro já gerados. São comunidades em Salvador (BA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Recife (PE), São José dos Pinhais e Palhoça (SC), Rio de Janeiro (RJ), Diadema, Mauá e São Paulo (SP). 

Na imagem pessoas posam para foto durante evento sobre implementação do programa Cep Para Todos em comunidade no Rio de Janeiro.
Crédito: Zack Stencil/MCID.

 

 

 

Fonte: Ministério das Cidades