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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Filhas temem pela vida do pai, vítima de fake news na fronteira

Caso foi registrado na delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã

19/11/2019 07h10 – ReporterMS

na Cláudia Lopes e Reinalda Lopes estão apavoradas e temem pela vida do pai, o ajudante de pedreiro Nercio Dutil Vilhalva, de 57 anos. É que uma foto de Nercio circulou em pelo menos um site de notícias e aplicativos de redes sociais dando conta de que ele seria ladrão de motocicletas, fato que é negado de forma veemente pela família, tanto que até uma ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, que agora apura o responsável pela notícia, que segundo os familiares se trata de fake news, a qual poderá provocar uma verdadeira tragédia contra um inocente.

Durante registro de ocorrência no 1º Distrito Policial, Nercio e sua filha Reinalda, informaram que tomaram conhecimento da acusação quando navegavam em grupos de aplicativos de whatsapp na internet. “Quando nós visualizamos a informação ficamos muito assustadas porque nosso pai é uma pessoa honesta, trabalhadora e que criou sua família trabalhando. Essa acusação nos tirou a paz e agora queremos descobrir quem é o responsável em ter feito a postagem. Ele será responsabilizado pelo que fez”, destacam as filhas.

O próprio Nercio compareceu à delegacia de Polícia Civil para informar estar sendo vítima de crime de injúria, conforme previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Ele declarou que a pessoa que fez a postagem utilizou uma foto sua do dia que foi detido pela Polícia Militar sob acusação de violência doméstica, mas que tudo ficou esclarecido e foi liberado. “Sou trabalhador e nunca pratiquei nenhum crime como foi postado nas redes sociais. Isso é uma injustiça contra a minha pessoa”, disse.

O medo da família é que o ajudante de pedreiro possa sofrer violência ainda mais grave ao ser confundido com ladrões de motocicletas. “Estamos com muito medo e não dá nem para sair de casa. Esperamos que tudo fique esclarecido porque já informamos a Polícia Civil e o nosso pai não pode pagar por aquilo que não cometeu”, afirmam as filhas.

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