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domingo, 25 de outubro, 2026

Flávio Bolsonaro contesta resultado das urnas e pede anulação das eleições

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorreu ao cargo de presidente nas últimas eleições, declarou na noite deste domingo (25) que não reconhecerá o resultado oficial do pleito. A decisão surge apesar de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter vencido a disputa com uma vantagem de mais de 4,4 milhões de votos.

A principal justificativa apresentada pela campanha de Bolsonaro para a contestação é a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A medida atendeu a um pedido que partiu de ambas as candidaturas, incluindo a de Flávio Bolsonaro.

Em pronunciamento à imprensa em Brasília, acompanhado por aliados, Flávio Bolsonaro afirmou que “é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”. Ele anunciou que a campanha utilizará os meios jurídicos para solicitar a anulação do pleito. “A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Segundo o senador, os eventos ocorridos durante o segundo turno foram “inaceitáveis”. Ele criticou a decisão do ministro Zanin, a quem se referiu como “ex-advogado do Lula”, por ter, em sua visão, alterado as regras do pleito no meio do processo. “Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo”, disse.

Bolsonaro também ressaltou que a decisão de prorrogar o horário de votação por duas horas, tomada pelo ministro Zanin às 17h01, foi uma medida inédita e que teria gerado quebra de isonomia entre os eleitores de diferentes regiões do país. Ele expressou incerteza sobre o número de votos que poderia ter obtido caso essa situação não tivesse ocorrido.

A decisão do ministro Zanin sobre a extensão do horário de votação, que foi mantida até as 19h, levou em conta relatos de dificuldades no transporte de eleitores em cidades da Bahia e de São Paulo. Inicialmente, a prorrogação foi anunciada para todas as seções eleitorais, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que muitas urnas já haviam sido encerradas. Diante disso, o ministro esclareceu que a extensão deveria se aplicar apenas às seções ainda em funcionamento.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manterem as seções abertas até as 19h, e os votos registrados nas urnas já encerradas seriam computados normalmente.