03/07/2015 17h30
De maneira pouco surpreendente, o desejo dos torcedores acabou completamente ignorado.
UOL
No mesmo dia que a GPDA, a associação dos pilotos da Fórmula 1, anunciou o resultado de uma pesquisa com a participação de mais de 200 mil fãs do mundo todo, a FIA delineou quais as mudanças que fará na categoria para o ano que vem, discutidas na reunião do Grupo Estratégico da F-1 nesta semana.
De maneira pouco surpreendente, o desejo dos torcedores acabou completamente ignorado. Não conscientemente, claro. “O resultado da pesquisa da GPDA foi divulgado depois do nosso encontro”, confirmou a chefe da equipe Williams, Claire Williams.
A maioria dos participantes da pesquisa pediu mais de um fornecedor de pneus, a volta do reabastecimento, a introdução de um teto de orçamento para as equipes e a criação de um ponto extra para o autor da volta mais rápida. Todos estes temas foram descartados pelo Grupo Estratégico.
De um modo geral, os torcedores anseiam por maior liberdade tecnológica ao mesmo tempo em que apontam a importância de uma diminuição dos custos para as equipes – quase um contra-senso. Mas deixaram claro que são contras mudanças radicais.
É interessante observar que o Grupo Estratégico propõe mudanças grandes, como a realização de duas corridas por final de semana – uma delas poderia até ser disputada pelos pilotos reserva. Na pesquisa com os fãs, essa ideia teve a simpatia de apenas 28% dos participantes.
Eu acredito que algumas das ideias apresentadas ontem pela FIA teriam um efeito positivo para a popularidade da categoria. Mas as diferenças entre elas e os anseios dos fãs ilustram como é diferente o pensamento de quem vê o esporte de quem toma as decisões dentro dele.


