22/03/2017 06h40
Justiça bloqueou R$ 5,7 milhões do ex-deputado e outras 14 pessoas suspeitas de improbidade administrativa no Estado.
Midiamax
O ex-deputado federal e ex-secretário de Obras do Estado no governo de André Puccinelli (PMDB) e outros 15 envolvidos em suposta fraude em contrato de obras públicas tiverem R$ 5,7 milhões bloqueados por determinação da Justiça.
O bloqueio foi determinado pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, que aceitou ação de improbidade administrativa movida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual) contra o ex-secretário de Obras e mais 14 nomes.
O processo tramita desde abril de 2014, mas estava em segredo de Justiça até o momento, segundo noticia o portal Midiamax.
Conforme o MPE-MS, a investigação aponta fraude no contrato firmado entre a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) e a Proteco Construções para obra na MS-338.
De acordo com a inicial, a licitação para a recuperação da estrutura da faixa de rolamento da rodovia MS-338, com a aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagens numa extensão de 62,8 km, foi direcionada.
Aponta também que o contrato foi superfaturado, a Proteco sub-empreitou ilegalmente o serviço que não foi executado na totalidade e nem nos padrões de qualidade exigidos. “Com isto, os requeridos teriam causado um prejuízo de R$ 5.770.778,31 aos cofres públicos, locupletando-se ilicitamente”.
Além de Giroto, tiveram os bens indisponibilizados o empresário João Amorim e sua sócia Elza Araújo, Maria Wilma Casanova à época diretora da Agesul, o então servidor da agência Wilson Roberto Mariano, conhecido como Beto Mariano, Éolo Genoves, João Afif Jorge, João Carlos Martos, Maxwell Gomes, Paulo Brum, Romulo Menossi, Wilson Parpinelli, Wilson Tavares e Proteco Construções.
Por estar em trâmite por quase três anos, são quase 2.500 páginas e todos eles já apresentaram argumentações ao magistrado para que a ação fosse rejeitada, no entanto as alegações foram indeferidas. Isso porque, segundo a decisão, são fortes os indícios apontados, portanto merecedores de aprofundamento.
“Só para constar, existem interceptações telefônicas a revelar uma grande frequência de contatos entre alguns envolvidos, com diálogos incomuns numa relação meramente profissional e, em alguns casos, com menção aos nomes de outros requeridos em situação aparentemente inapropriada para a função que exercia, ao menos na análise provisória que o momento permite”, diz o juiz.


