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domingo, 18 de outubro, 2026

Funcionária de aeroporto boliviano pede informações de refúgio em MS

06/12/2016 06h40

Celia Castedo Monasterio procurou PF e MPF em Corumbá (MS).

G1 MS

A funcionária da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia) Celia Castedo Monasterio procurou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) em Corumbá, na manhã desta segunda-feira (5), em busca informações sobre refúgio. Ainda não foi dada entrada a nenhum pedido.

Por volta das 8h (de MS), Celia procurou o departamento de imigração da Polícia Federal acompanhada de um advogado em busca de informações. Como o setor iria demorar uma hora para abrir, ela não quis esperar e foi ao Minitério Público Federal (MPF).

“O plantonista disse que a mulher queria dar entrada no pedido de refúgio, que é comum aqui. Ele [plantonista] disse para esperar os funcionários chegarem e eles disseram que voltariam depois. Saíram dizendo que iriam ao Ministério Público Federal”, afirmou o delegado da PF Sergio Luis Macedo ao G1.

A procuradora do MPF Gabriela Tavares confirmou a presença da funcionária da Aasana e do advogado e disse que entrou em contato com a sede em Brasília. Celia estava no prédio até o fechamento desta reportagem. Um veículo com placas bolivianas estava no local.

A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, em coordenação com a procuradora de Corumbá, município de Mato Grosso do Sul que faz fronteira com a Bolívia, “vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro”.

Celia disse às autoridades que alertou o representante da companhia LaMia e transportava a delegação da Chapecoense e sofreu um acidente na madrugada de terça-feira (29) próximo a Medellín, de que a quantidade de combustível era insuficiente e que não seria possível chegar a outro aeroporto no caso de uma emergência.

As observações de Celia Castedo eram de que o tempo de voo era igual à autonomia do avião, que isso não era adequado, e que fazia falta um plano alternativo. A principal advertência se referia ao tempo de voo previsto entre Santa Cruz de La Siera e o aeroporto da cidade colombiana de Medellín (quatro horas e 22 minutos), que era o mesmo registrado para a autonomia de combustível que tinha a aeronave.

O relato foi feito às autoridades depois do acidente. A funcionária foi afastada das funções desde a última quinta-feira (1º).

Foto:Clovis de la Jaille

Celia Castedo Monasterio procurou MPF, após encontrar PF fechada (Foto: Raphaela Poter/TV Morena)

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)