05/02/2015 07h
Athayde Nery, titular da Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, acompanhou os trabalhos do Gaeco.
Campograndenews
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apura se houve fraude na utilização de cerca R$ 500 mil destinados a convênios financiados pelo FIC/MS (Fundo de Investimentos Culturais do Estado de Mato Grosso do Sul) entre 2013 e 2014. A investigação é objeto de uma operação deflagrada na manhã de hoje (04) realizada em Campo Grande e cinco municípios do interior.
Segundo o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, coordenador do Gaeco, a suspeita é que Reginaldo Peralta, ex-coordenador do FIC, usava notas frias para realizar os pagamentos, que não aconteciam.
De acordo com o Ministério Público, a operação denominada “Fantoche” ocorre após seis meses de investigação conjunta com a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, se estendendo a apurações em Corguinho, Ponta Porã, Bodoquena, Angélica e Aquidauana.
Ontem, quarta-feira (4), pela manhã foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, sendo três em Campo Grande e um em Ponta Porã e quatorze de busca e apreensão em Campo Grande, Bodoquena, Corguinho, Aquidauana e Ivinhema, bem como afastamento de servidores da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), local onde integrantes do Gaeco recolheram documentos.
Conforme a investigação, o Gaeco apura fraudes na liberação de aproximadamente R$ 500 mil para projetos culturais. No entanto, não foi esclarecido quando ao valor, em propinas, desviado desses aproximadamente R$ 500 mil.
Quatro promotores de Justiça e 28 militares realizam as buscas em residências e empresas, sendo o nome da operação alusivo à fraude e manipulação de projetos na área de cultura.
O envolvimento do ex-coordenador do FIC/MS, Reginaldo Peralta, é investigado e ele acompanha as apreensões na sede do fundo, localizada no sexto andar do Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, na Capital. Seu antecessor, Edilson Aspete, também está sob investigação.
Athayde Nery, titular da Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, acompanha os trabalhos do Gaeco. Ele ressaltou que a situação é lamentável, uma vez que o recurso era liberado, mas os projetos não saiam do papel.
Reginaldo, único servidor público a ser coordenador do fundo, será afastado e sindicância deve determinar se pode ou não ser exonerado. Os demais coordenadores eram comissionados.
“Com essa operação vamos modificar o processo de aprovação dos projetos para ser de maneira mais transparente e impossibilitar esse tipo de ação”, resumiu Athayde.



