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quarta-feira, 24 de junho, 2026

Gatinha de roupinha vira xodó na UFMS

No entanto, por trás do carinho, a história de abandono de animais no campus está gerando preocupação sobre a crueldade animal.

Com casaco para enfrentar o frio e muitos admiradores pelos corredores, a gatinha Amora conquistou estudantes e servidores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). No entanto, por trás do carinho, a história de abandono de animais no campus está gerando preocupação sobre a crueldade animal.

Segundo a professora e coordenadora do Grupo de Proteção Felina, Tais Marina, a presença de ações de cuidado e bem-estar tem levado algumas pessoas a enxergarem a universidade como um local para deixar animais, transferindo uma responsabilidade que deveria ser de toda a sociedade.

Amora foi abandonada em março deste ano no campus. Ela já estava castrada, porém debilitada. Os protetores seguem empenhados na procura de um lar para a felina. Ela e outros 23 animais foram deixados à própria sorte na região, entre o início de janeiro e junho.

Gatinha de roupinha vira xodó na UFMS
Com a chegada do frio, animais precisam de adoção (Grupo de Proteção Felina UFMS)

Precisando de um lar

Segundo a docente, Amora teria cerca de seis anos. Na época, ela ficou internada no hospital veterinário, se hidratando e sendo medicada. Além disso, estava com diversas cicatrizes e machucados.

“Como ela é mansa e fica no bloco 6, os alunos pegam ela no colo, trazem ração e colocam roupa. Adotando-a no bloco. Mas precisamos achar um lar para ela, porque está muito frio”, descreve.

“Quero chamar a atenção para um ponto: as pessoas acham que a UFMS é um local de abandono de gatos, acham que somos uma ONG. Faz um tempo que estamos recebendo animais castrados abandonados. Isso é muito grave”, pontua.

O abandono de animais é crime. A prática configura maus-tratos e é enquadrada no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A pena varia de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.

Quer adotá-la? Entre em contato com o Grupo de Proteção Felina. Clique aqui.

Frio apela para urgência de adoção animal

A onda de frio que atinge Campo Grande nos últimos dias trouxe um desafio extra para as entidades de proteção animal. Com mais cães e gatos expostos às baixas temperaturas, aumentou a procura por resgates e acolhimento, o que tem agravado a superlotação dos abrigos e a dificuldade das ONGs em atender novos casos.

Nessa época do ano, entidades de proteção animal relatam aumento nos pedidos de ajuda. Segundo a presidente da ONG AmiCat’s, Ana Cristina, o inverno costuma aumentar significativamente a demanda por resgates e acolhimentos.

A situação ainda esbarra na falta de estrutura; a AmiCat’s, por exemplo, opera com lotação máxima e atualmente cuida de mais de 300 gatos resgatados. Sem espaço físico e com recursos limitados, a entidade não consegue receber novos animais, mesmo em casos considerados urgentes.

Fonte: Midiamax