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Gestante pode ter perfurado útero com fio e provocado a morte em aborto

14/07/2015 15h40

Vítima rejeitava gravidez, segundo o marido, e procurava por erva abortiva

Correio do Estado

Maria Diegina da Silva Farias, 27 anos, pode ter tido o útero perfurado e morrido em consequência de hemorragia em possível aborto induzido, na manhã de sexta-feira (10). O corpo dela foi encontrado na chácara onde morava com o marido, na região sul de Campo Grande. Segundo a delegada da 4ª Delegacia, Célia Bezerra, que, inicialmente, atendeu a ocorrência, um pedaço de fio de nylon ressecado foi encontrado dentro da genitália da jovem.

O caso foi encaminhado para ser investigado na 5º Delegacia, na Vila Piratininga, mas a delegada da unidade policial das Moreninhas foi quem esteve no local e interrogou pessoas do convívio da jovem. Segundo ela, o marido de Maria disse que a gravidez era rejeitava pela convivente que, junto com ele, mudou-se de Arapiraca (AL) para a Capital com o objetivo de trabalhar.

“Vieram para trabalhar, mas ela ainda procurava por serviço. Por isso, não queria o filho. Era mãe de três, de outros dois casamentos, que estão no nordeste”, contou a delegada.
Conforme Célia, há cerca de duas semanas o marido flagrou Maria falando ao telefone com uma mulher de Arapiraca que já havia a instruído em outro aborto, praticado há cinco anos, e advertiu a esposa. “Ele queria o filho e prometeu ir embora, caso continuasse com o desejo de abortá-lo”, destacou a autoridade.

Neste período de quatro meses de gestação, a jovem também foi flagrada procurando por erva abortiva, pelas imediações da chácara onde morava. Um irmão dela, que morava na Capital antes de ela se mudar e trabalha na mesma área rural, chegou a alertá-la que poderia morrer se praticasse o aborto.

A jovem foi encontrada morta por uma vizinha que foi chamá-la para tomar mate, pela manhã. O marido de Maria havia saído para trabalhar.

OUTRO CASO

Também é apurada na 5ª delegacia a morte de Lucimara Maria de França, 24 anos, ocorrida na manhã de domingo (12), no Hospital Universitário.

Neste caso, também há suspeita de aborto induzido. “Estou aguardando laudo necroscópico que vai apontar a causa da morte para conduzir a investigação”, comentou o delegado presidente do inquérito, João Reis Belo.