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sábado, 17 de outubro, 2026

Golpista vende chácara que não é dele e apanha das vítimas

20/05/2015 13h30

A negociação foi fechada na última sexta-feira, dia 15.

Diario da Regiao

Um homem acusado de estelionato foi amarrado e agredido fisicamente por três pessoas na noite desta terça-feira, dia 19, no bairro Jardim Antunes, em Rio Preto.

O acusado é o comerciante P.C.C., de 46 anos, que se apresentou como João para vender, por R$ 20 mil, uma chácara, localizada na Estância Vitória, à ajudante geral Ana Paula da Silva Lugatto, de 24 anos. A negociação foi fechada na última sexta-feira, dia 15.

No dia seguinte, quando Ana Paula chegou para limpar o imóvel, os vizinhos perceberam a movimentação e comunicaram ao real proprietário da chácara, que foi até o local. Ela descobriu, então, que havia caído em um golpe.

Ana Paula procurou a polícia no sábado, dia 16, relatando que havia se sentido lesada. Depois disso, o irmão dela, Paulo Henrique da Silva, teve a ideia de se passar por outra pessoa para comprar a mesma chácara.

Segundo boletim de ocorrência policial, Paulo Henrique entrou em contato, por telefone, com o suposto golpista e fechou negócio para comprar a chácara no valor de R$ 15 mil à vista. Paulo Henrique forneceu os dados de seu pai, o pintor Paulo Sérgio da Silva, 47, em nome de quem foi elaborado o contrato particular de compra e venda.

Ainda de acordo com o registro policial, a família que se sentiu lesada decidiu marcar um encontro com o golpista, na casa do pintor. Quando P.C.C. chegou ao local, Paulo Sérgio e seu irmão, o também pintor Sidnei Pereira da Silva, 38, indagaram P.C.C. sobre o imóvel que havia vendido e tentaram recuperar os R$ 5 mil que Ana Paula já havia pago ao golpista.

Neste momento, P.C.C. teria confessado o golpe e dito que não tinha mais o dinheiro. Paulo Sérgio e Sidnei, então, perderam a cabeça e passaram a agredir o suposto golpista fisicamente, amarrando-o logo em seguida até a chegada da polícia.

Quando a polícia chegou ao local, encontrou P.C.C. com as mãos e pés amarrados. O suposto golpista foi ouvido e negou as acusações.

O delegado que atendeu o caso pediu a coleta de material caligráfico do acusado, que será anexado ao inquérito policial. O 4º Distrito Policial investiga o caso como possível crime de estelionato e fraude documental.

A polícia vai investigar, também, as agressões sofridas pelo suposto golpista, que passará por um exame de corpo de delito.

Colabrou Gabriel Vital