09/08/2016 07h30
Segundo Paulo Américo, esses missionários comunistas querem manter os indígenas alienados,
Douradosnews
Grupo do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira (IPCO) esteve na tarde desta segunda-feira (08) em Dourados em protesto contra a condução do processo de demarcação de terras indígenas que ocorre no país. Ligados à igreja católica, eles dizem que não tem apoio de ruralistas e afirmam que a demarcação não tem por objetivo garantir a paz no campo.
O grupo acusa o que eles chamam de “missionários comunistas” ou “neomissionários” que inflamam a guerra que ocorre no campo e coloca indígenas e fazendeiros em confronto. “Não somos contra os indígenas, também não somos apoiadores de produtores rurais”, avisou um dos coordenadores do grupo, Paulo Américo.
Com sede em São Paulo, eles percorrem o país e estão divulgando o livro-denúncia “Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”, escrito há quase quatro décadas pelo professor Plinio Corrêa de Oliveira, morto em 1995, ao relatar naquela época uma corrente de missionários contrária à catequização dos índios e à sua integração na sociedade.
Segundo Paulo Américo, esses missionários comunistas querem manter os indígenas alienados, diferentemente do que pensa a corrente do Instituto, ao apresentar que os índios devem ter os mesmos acessos aos mais diferentes serviços e condições sociais e econômicas, com direito à educação, à saúde, ao trabalho.
Com gaitas de fole, bandeiras e vestindo um fardamento, o grupo se concentrou na avenida Marcelino Pires, imediações da praça Antônio João. A intenção é chamar a atenção da sociedade sobre o processo de demarcação de terras. No sábado eles estiveram em Campo Grande,
Quem foi Plínio
Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi um advogado e professor universitário paulistano qualificado por um grande intelectual italiano como “O Cruzado do Século XX”. Entrou no Movimento Católico em 1928, e rapidamente tornou-se líder da juventude católica, chegando a ser Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica em São Paulo.
Dirigiu o Legionário, órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo e o maior semanário católico do Brasil naquele tempo. Pertenceu a cátedra de História da Civilização no Colégio Universitário da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e foi professor catedrático de História Moderna e Contemporânea. Ele é autor de quatorze livros.
Em 1960, fundou a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP. Nela e com ela atuou até seu falecimento em 1995. Por meio da TFP procurou combater o comunismo e o progressismo religioso conforme a orientação romana de então com os princípios defendidos por ele em seu principal livro “Revolução e Contrarrevolução”.


