Há 9 meses mãe busca elucidar assassinato do filho

Foto: Arquivo pessoal

Marcilene mora em Fátima do Sul, enquanto que Ian residia com a avó em Sete Quedas, município de 11.322 habitantes, na fronteira com o Paraguai

O pranto se fez indignação para Marcilene Oliveira Batista, de 37 anos, que há nove meses espera o esclarecimento do assassinato de Ian Roberto Júnior Batista dos Santos, seu filho de 15 anos.

“O que eu queria é uma resposta da polícia. Já passou da hora dar uma resposta. Sete Quedas é uma cidade pequenininha, seria impossível não descobrir um crime ali”, afirma a mãe.

Marcilene mora em Fátima do Sul, enquanto que Ian residia com a avó em Sete Quedas, município de 11.322 habitantes, na fronteira com o Paraguai.

O rapaz e a namorada de 13 anos ficaram uma semana desaparecidos. Os corpos foram encontrados em abril do ano passado. A primeira suspeita foi de afogamento, pois eles estavam em área de pastagem que alaga após chuvas.

Mas em julho, laudo da médica legista apontou perfurações nos dois corpos. O adolescente tinha corte no peito e a garota, na cabeça. Aparentemente, as lesões foram causadas por faca. Os corpos estavam em avançado estado de decomposição.

Há 9 meses mãe busca elucidar assassinato do filho
Veículos da perícia e de funerária no local onde corpos foram encontrados, em abril de 2025. (Foto: Fronteira Agora)

Em busca de esclarecimentos, Marcilene contratou um advogado para ter acesso ao inquérito e procurou na internet a explicação das palavras mais técnicas que encontrava nos documentos da perícia.

Conforme a mãe, a última movimentação do inquérito foi em setembro de 2025. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deferiu prazo de mais 90 dias para a investigação. O motivo foi a realização de diligências pendentes.

A reportagem entrou em contato com a titular da delegacia de Sete Quedas, Ridrya Queiroz. A delegada, que está de férias, afirmou à reportagem que o caso segue em investigação e os laudos ainda serão analisados, em cotejo com as outras diligências em andamento.

Fonte: Campograndenews