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Ponta Porã
segunda-feira, 1 de junho, 2026

Homem contesta nota da PM e diz que não fez ameças a ninguém e foi preso injustamente

Em BO, ele acusou na Delegacia de Policia Civil os PMs de invasão de propriedade e abuso de autoridade.

Guilherme Ormay Molas (68), morador da Av. da Flora, 1436, saída para Antônio João, compareceu a redação do site Pontaporainforma para esclarecer o que foi publicado em uma matéria divulgada pela assessoria de comunicação do 4º BPM da Policia Militar de Ponta Porã, no dia 20/05/2026.

Segundo Guilherme, há algum tempo atrás a empresa Energisa, contrariando uma decisão sua, fez passar pela sua chácara uma rede de energia elétrica para atender outra propriedade que fica nos fundos de sua propriedade, e nesta chácara funciona uma ONG (Organização Não Governamental). Mesmo ele sendo contra a instalação desta rede, os responsáveis pela extensão de redes da empresa foram até a sua propriedade e informaram a sua esposa que estava tudo certo e fizeram a implantação da rede, ou seja, mesmo sem a sua autorização.

Há alguns dias atrás, devido aos constantes temporais que está assolando a  cidade, um dos fios veio a cair em seu quintal e acabou ficando próximo a casinha em que fica o seu cachorro que quase morreu por conta deste incidente. Guilherme contou que avisou o ocorrido à empresa e pediu que essa rede fosse desligada e que não iria mais aceitar a passagem da rede naquele local, pois poderia acontecer um novo acidente e acabar matando o seu animal de estimação.

Entrando em contato com pastor que cuida da ONG, este concordou com a decisão de Guilherme, informando que já tinha entrado em contato com a Energisa e pedido a ligação do padrão de sua chácara até uma rede de energia que passa em frente a chácara onde funciona a ONG, mas a empresa de Energisa não estava querendo fazer o serviço.

Guilherme inclusive enviou a redação do Pontaporainforma vários áudios encaminhados a ele pelo pastor, concordando com tudo que Guilherme havia falado e isentando Guilherme de qualquer problema em relação a energia de sua chácara e que inclusive tinha arrumado um complexo gerador para gerar a energia para o local nos dias em que a empresa Energisa não tinha ligado a sua rede ainda.

Segundo Guilherme, para a sua surpresa, no dia 19/05/2026, uma terça-feira, as 9 horas, ele havia saído para fazer umas compras de peças para arrumar um veículo que está em sua oficina e ao retornar para o local visualizou a viatura da polícia estacionada bem na entrada da sua propriedade, conforme foto, e ao adentrar em sua propriedade já foi abordado pelos policiais e pelos técnicos da Empresa Energisa que estavam ali para fazer a religação da rede de energia que atende a sede da ONG na propriedade dos fundos.

Neste momento, Guilherme questionou os policiais, “se eles tinham uma ordem judicial para adentrar em sua propriedade, pois ele não tinha autorizado ninguém entrar naquele local”.

Homem contesta nota da PM e diz que não fez ameças a ninguém e foi preso injustamente

Durante as conversas entre Guilherme e os agentes da lei, foi dito de que ele não devia “nem ter os documentos daquela chacará”, e ele imediatamente constestou, dizendo que sua area tinha todos os documentos da chacara, e para confirmar essa informações, ele trouxe em mãos a escritura de que a chacara é de sua propriedade.

Guilherme disse que ao questionar,  um dos policiais que estava no local começou a discutir com ele e de imediato esse policial  deu voz de prisão e o  imobilizou com um “mata leão no seu pescoço” , sendo algemado e levado para a delegacia. Guilherme informou durante seu depoimento na delegacia, que havia sido acusado pelo policial de estar drogado já que haviam encontrado um envelope com drogas próximo a rua de acesso a chácara e por causa disso, ele estava exaltado.

O senhor Guilherme Ormay Molas, acompanhado por seu advogado Giuliano Alves de Fróes (OAB 24.661, compareceu à 1ª Delegacia de Policia Civil, bem como à sede do 4º BPM de Ponta Porã para registrar uma Boletim de Ocorrência contra a equipe de policiais Militares que entraram em sua casa sem a sua autorização ou ordem judicial e por uso excessivo de força dos policiais contra a sua pessoa quando efetuaram a prisão.

Ao final, Guilherme disse estar muito decepcionado com a forma que foi tratado pelos Policiais Militares, ressaltando que admira o trabalho da Corporação, porem se sentiu profundamente constrangido pelas falas e atitudes adotadas pelo Policiais Militares que atenderam a ocorrência, ressaltando que vai representar criminalmente contra os envolvidos na ocorrência.

Logo após ouvir atentamente o senhor Guilherme Ormay Molas, a reportagem do site Pontaporainforma entrou em contato com o Major Sato, comandante do 4º BPM que foi questionado a respeito do assunto , onde o Major informou que Guilherme foi apresentado no  1º DP por desobediência e desacato.

“Ele por sua vez, assim que foi liberado pelo delegado, compareceu no 4º BPM e tomamos em termos as suas declarações, de imediato mandei instaurar um inquérito Policial Militar e já está em andamento”, disse o Major Sato.