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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

IFMS e Secretaria de Agricultura desenvolvem ação de combate as larvas de mosquito na fronteira

18/12/2015 14h30

A UEPE de Piscicultura do IFMS é uma unidade de produção de alevinos, um projeto em cooperação com a Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Divulgação: Dora Nunes

No dia 17, quinta-feira, a equipe da Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão (UEPE) em Piscicultura do IFMS, coordenada pelo Professor Marcel Hastenpflug, trabalhou em prol da mitigação de possíveis vetores de doenças como Dengue, Chykungunya e Zyka Vírus, o mosquito Aedes aegypti. Para tanto, fizeram a captura de cerca de 10 mil lambaris em açude do campus do IFMS e fizeram a posterior soltura em pontos estratégicos de áreas de alagamento permanente na beira da rodovia BR 463, em Sanga Puitã e proximidades. Estas áreas de alagamento ficam próximas a aglomerações urbanas, onde, em especial nesta época de chuvas, são substrato ideal para a ovoposição do mosquito e cultura de larvas dos mesmos, e, portanto, um perigo para a população. Desta forma, o Lambari, espécie de peixe nativo onívoro do gênero Astyanax, que são reconhecidos cientificamente como larvífagos, podem evitar que o ciclo de desenvolvimento do mosquito se complete, reduzindo assim a população destes insetos indesejáveis, fontes contaminantes dos vírus causadores de graves doenças.

A UEPE de Piscicultura do IFMS é uma unidade de produção de alevinos, um projeto em cooperação com a Prefeitura Municipal de Ponta Porã. Dentro em breve, a unidade irá produzir também alevinos de curimbatá, que também poderão ser usados para o mesmo fim, além de prover pesquisas científicas no desenvolvimento de métodos para reduzir a população de mosquitos.

Os lambaris são uma espécie de peixe que se reproduzem muito rápido, sendo rústicos e de pequena exigência nutricional. Sendo assim, sendo acrescentados em qualquer habitat aquícola, se adaptam rapidamente e se multiplicam de forma eficiente, garantindo a permanência destes onde foram alojados, e praticamente extinguindo a possibilidades das larvas de mosquitos atingirem a fase adulta, ou seja, a fase aérea.

Desta forma, o IFMS contribui cientificamente com a mitigação destas preocupantes doenças em nossa comunidade.

Texto: Marcel Hastenplfug

Foto: Lillyan rios IFMS campus Ponta Porã