20/10/2015 14h
Para atender a demanda, funcionários não param nem para almoçar
Por: Dora Nunes
Nos últimos dias, os funcionários do IML de Ponta Porã estão trabalhando a todo vapor, sem descanso, tudo para realizar os trabalhos de forma eficiente e rápida em um momento tão difícil para os parentes das vítimas que passam pelo local.
O IML da cidade atende ainda os municípios da região, bem como Bela Vista e Sete Quedas. De sábado, dia 17 até essa terça-feira, dia 20, dez corpos já estiveram ou ainda estão no prédio, sendo duas vítimas de Ponta Porã, um assassinado nas proximidades do Parque de Exposição e o travesti que também foi assassinado ao sair de uma paquera no bairro São Domingos. Outro atendimento foi à vítima de afogamento em Paranhos, cujo corpo ficou desaparecido por 4 dias e ao ser encontrado veio para o IML, já sendo necropsiado e liberado aos familiares.
A reportagem do Pontaporainforma foi ao local na tarde dessa terça-feira e pode acompanhar in loco o trabalho desses profissionais. Das pessoas que foram vítimas da chacina ocorrida em Paranhos, dois já foram liberados. Nesses corpos, alem de projéteis de fuzil também foram encontrados projéteis de 9mm.
Dois homens morreram a facadas a duelarem na cidade de Amambai. Um dos corpos já foi liberado e neste momento, mais um corpo dos que estavam na chacina esta sendo feita necropsia. Nessa somatória, fica faltando fazer a necropsia de mais um corpo vítima da chacina e da outra pessoa que morreu devido aos ferimentos com faca ocorrido em Amambai. Os médicos legistas esperam terminar os exames até o final dessa tarde. Os serviços começaram as 6h sem intervalo para o almoço.
Nessa terça-feira, dia 20, estão trabalhando os médicos legistas Dr ronald Rocha, Dr Leonardo Gattas, Dr Vilmar Neves e Dr Iberê Pinto, que contam com o apoio do funcionário Anibal.
De acordo com informações repassadas, o IML enfrenta algumas dificuldades, pois só tem uma sala para as necropsias, uma maca e um sistema de lavagem, o que dificulta, visto que só um cadáver pode ser trabalhado por vez, o que ocasiona a demora na liberação. Falta ainda um aparelho de raio x, que facilitaria encontrar os projéteis com maior facilidade, já que quando não são encontrados, é necessário abrir o corpo para a procura.
O pessoal que desempenha suas funções no IML de Ponta Porã merecem todo o respeito e elogios, visto que é um trabalho penoso, que muitas vezes abala o emocional, já que envolve todo o sentimento e a perda de famílias e vidas.



