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domingo, 18 de outubro, 2026

Impedir sênior: “Já tinha avisado que aconteceria isso”, diz ex-ministro Mandetta

Luiz Henrique Mandetta diz Conselho Federal de Medicina ‘lavou as mãos’, por conta de influência política.

Um dos primeiros a travar um embate com uma operadora de hospitais Prevent-Senior, em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse ao Correio do Estado que há mais de 1 ano vinha avisando sobre o que uma empresa terceirizada em seus hospitais. 

“Quando eu ainda era ministro, já tinha um alerta sobre o que estava acontecendo e como a Prevent-Senior estava agindo de forma errada. Então as coisas foram acontecendo e era algo que eu já tinha avisado, no entanto, olhas as denúncias na CPI da Covid-19 “, destacou. 

Mandetta ainda disse que a origem dos escândalos de fraudes em atestados de óbitos e tratamentos sem autorização com remédios não contra a Covid-19 em pacientes do hospital, tem origem em atos de seu colega sul-mato-grossense, Drº Mauro Ribeiro, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que preferiu isentar a responsabilidade do uso de medicamentos não comprovados cientificamente, criando uma portaria para garantir que CFM não seria responsabilizado pelo que estava acontecendo.

Por outro lado, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestaram que uso dos medicamentos eram contra-indicados para combater um Covid-19, descredibilizando uma portaria criada pelo CFM.

A CPI, na quarta-feira (22), o diretor-executivo da Prevent-Senior, Pedro Benedito Batista Junior, que em depoimento orientou médicos a modificarem o código de diagnóstico, conhecido como CID, da Covid-19 em pacientes após um período de internação.

A Prevent-Senior

A operadora é acusada e fazer testes com cloroquina no tratamento da Covid-19 e ocultar as informações dos pacientes. 

Além do escândalo, envolvendo o ‘kit Covid-19’, a Prevent-Senior também está envolvida nas ocultações de informações e uso dos medicamentos contra-indicados em pacientes internados com vírus em suas redes hospitalares, de acordo com informações do dossiê da CPI, dos 18 mil que estiveram nas dependências tratando do Coronavírus, 4 mil morreram. 

“São 600 mil mortes, isso começou lá em São Paulo quando houve um surto de 100 mortes. Ai todos chamados desesperados pensando que a doença tinha tomado outras proporções, só que não enxergaram a causa e que estava la no hospital Sancta Maggiore!”, explicou.

Fonte: Correio do Estado