12/05/2015 09h50
Fábricas de celulose e cimento são aposta contra estagnação
Correio do Estado
Investimentos de R$ 20 bilhões em cinco grandes projetos industriais de Mato Grosso do Sul — começando pela segunda linha de produção de celulose da Eldorado Brasil, que terá a pedra fundamental das obras lançadas no dia 15 do próximo mês em Três Lagoas — são a aposta do governo do Estado para afugentar a estagnação da indústria estadual, retomar exportações e recuperar vagas de trabalho na atividade, abalada pela crise econômica nacional.
De acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) durante o lançamento do Mês da Indústria, o setor deve gerar neste ano 133,3 mil empregos, pouco menos que o total de 133,6 mil fechados no ano passado, enquanto o volume exportado foi mantido na mesma estimativa de 2014, em US$ 3,67 bilhões. Apesar do fraco desempenho, a entidade ainda espera aumentar o PIB industrial em 12%, de R$ 12,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões
De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, que participou da solenidade de lançamento do evento, além do empreendimento iniciado pela Eldorado, Verruck também citou que está com projeto bastante avançado e com início planejado também para 2015 a segunda linha de produção de celulose da Fibria (também em Três Lagoas) e também no mesmo segmento, a nova planta de celulose em Ribas do Rio Pardo. “O investidor está procurando fontes de financiamento e neste caso o início do empreendimento depende apenas dele”, enfatizou. Também estão com processos de licenciamento ambiental e incentivos fiscais já aprovados e concedidos à instalação de uma fábrica de cimento em Bela Vista e de uma fábrica de latas em Aparecida do Taboado.
Verruck explicou que a perspectiva de crescimento do PIB industrial se dá em função do início de instalação dos grandes empreendimentos, mesmo que só se aumente a mão de obra da construção civil, segmento que mais foi afetado entre o fim do ano passado e este ano em termos de geração de emprego no Estado, sobretudo no município de Três Lagoas. “O emprego na atividade industrial em si deve ter reflexo geralmente apenas dentro de um ano”, observou.


