08/01/2016 13h50
Os principais impactos no ano foram nos setores de preços administrados e dos alimentos.
Folhapress
Sob pressão dos preços administrados (como energia e gasolina) e dos alimentos, a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, fechou 2015 com uma alta de 10,67%, bem acima do teto da meta do governo, de 6,5%.
Os principais impactos no ano foram nos setores de preços administrados e dos alimentos.
Foi a maior escalada do IPCA desde 2002, quando foi de 12,53% em meio às incertezas do mercado financeiro sobre como seria um futuro primeiro governo do PT. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8).
Trata-se da primeira vez que a inflação supera o teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) desde 2003, o primeiro ano do governo Lula. Isso só havia ocorrido em outras duas vezes, em 2001 e 2002.
No mês de dezembro, a inflação foi de 0,96% -próximo do resultado de de novembro (1,02%) e de dezembro do ano passado (0,78%). Foi a maior alta para meses de dezembro desde 2002 (2,10%).
O índice ficou abaixo das expectativas dos economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que previam alta de 10,79% no ano.
O centro da meta de inflação é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos -2,5% a 6,5%.

