De acordo com a defesa do réu, a decisão judicial integra o conjunto de medidas cautelares da operação deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul
Atendendo determinação da Justiça, o Instagram derrubou as contas do influenciador digital do Mato Grosso do Sul no Instagram.
De acordo com a defesa do réu, a decisão judicial integra o conjunto de medidas cautelares da operação deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que manteve a prisão preventiva do influenciador após audiência de custódia realizada na quinta-feira (20).
O influenciador foi preso junto com o irmão, em uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos. Ambos são investigados pelos crimes de realização de rifas ilegais de veículos de luxo, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
No Instagram, as duas contas estão suspensas. Juntas elas somam 1,124 milhão de seguidores.
Investigação e apreensões
De acordo com o titular da Dercc, delegado Pedro Cunha, a apuração policial durou cerca de dois meses e apontou que o influenciador movimentou mais de R$ 100 milhões em seis meses por meio da venda de cotas na internet.
As investigações indicam que a prática de sorteios sem autorização legal ocorria desde 2019.
A operação policial cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão:
- Duas prisões em Campo Grande (MS);
- Uma prisão no Rio de Janeiro (RJ);
- Uma prisão em João Pessoa (PB), onde foi detido o empresário Cícero Fabiano Melo Silva.
Durante as diligências na capital sul-mato-grossense, os policiais apreenderam quase 30 veículos de luxo que estavam armazenados em um galpão localizado na Vila Morumbi.
Posicionamento da defesa
O advogado de defesa do influenciador, Tiago Bruning, informou que o bloqueio das plataformas digitais e o sequestro de bens constam na mesma decisão que decretou as prisões e as buscas.
A defesa sustenta que as atividades de sorteio eram lícitas e tinham autorização, argumentando que a manutenção da prisão preventiva é desnecessária diante da indisponibilidade das redes sociais e dos bens apreendidos.
Fonte: Midiamax

