18/01/2017 06h10
Detentos afirmam que presídio de Alcaçuz era de opressão e agora pertence ao PCC
Correio do Estado
Detentos da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, integrantes da facção criminosa PCC, comemoraram rebelião onde cerca de 30 presos foram mortos no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Vídeo gravado no presídio mostra grupo reunido na Máxima (assista abaixo).
No vídeo, um detento afirma que na cadeia onde houve o motim havia “opressão e várias injustiças”. Cercado por vários internos, preso comemora ainda o fato de não ter nenhum integrante do PCC entre os mortos.
“Hoje ali já é nosso. Foi 33 mortos, graças a Deus não perdemos nenhum irmão nosso”, diz um dos internos no vídeo, sendo aplaudido pelos demais.
Em outro momento do vídeo, grupo aparece reunido no pátio gritando lemas da facção criminosa, como “paz, liberdade, igualdade e união” , “um por todos e todos por um” e “Se Deus é por nós quem será contra nós”, além de gritarem repetidas vezes “PCC”.
Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário informou que acompanha diariamente os movimentos, atos e reuniões dos internos custodiados nos presídios do Estado, para aperfeiçoar os protocolos de segurança.
Em nota, Agepen afirma que que reconhece que, em função do que ocorre no sistema prisional de vários estados, os movimentos e reuniões tem sido mais frequentes. Por conta disso, servidores da Agepen, com colaboração de demais forças policiais, intensificou o trabalho, “para se antecipar, impedir e vencer quaisquer crise que venham a ocorrer”.
Diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa, disse que não há indicativos de rebelião nos presídios do Estado até o momento, mas que situação está sendo acompanhada.

