Técnico e auxiliares tentaram baixar ritmo de algumas atividades para preservar grupo às vésperas da Copa, mas eles não responderam aos estímulos e impressionaram comissão
16/06/2018 07h40 – Globoesportes.com
Enfim, se aproxima a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. A data é aguardada ansiosamente desde 21 de maio, quando se iniciou a preparação na Granja Comary, em Teresópolis. Há quase um mês, a comissão técnica planejava dosar a intensidade dos treinos para preservar a melhor condição possível do grupo, mas, às vésperas do jogo inicial, ela está resignada: os jogadores não permitiram.
Não houve qualquer conflito. Nenhum embate. A reação natural dos convocados durante os treinamentos, dia a dia, impediu o plano de reduzir o ritmo de certas atividades.
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É bom tentar explicar intensidade, uma das palavrinhas da moda no futebol moderno: numa síntese, ela é determinada pela velocidade das ações do jogador. A rapidez com que ele toca na bola, toma decisões, os gestos de marcação, as movimentações quando a posse de bola é de sua equipe ou da adversária, e por aí vai.
Aquele jogo que parece estar em câmera lenta não tem intensidade. Os treinos do Brasil, por outro lado, parecem transcorrer em modo acelerado.
Tite e seus auxiliares não queriam pedir deliberadamente para os jogadores diminuírem a intensidade, sob risco de estimularem uma rotina menos adequada, mas tentaram tomar atitudes sutis que preservassem um pouco mais o grupo.
Num treino de campo reduzido, por exemplo, permitiram número livre de toques de cada um na bola, justamente para promover uma cadência maior. Não adiantou. Os atletas, sem qualquer ordem, continuaram dando no máximo três toques antes do passe ao companheiro.
Outra medida foi tirar a voz de comando. Em algumas atividades, Tite e seus auxiliares, Cleber Xavier e Sylvinho, abriram mão de gritar, estimular, incentivar. Eles creem que isso gera um aumento de intensidade e optaram pelo caminho oposto. Também foi em vão.
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Apesar dos planos frustrados em relação ao ritmo de alguns treinamentos, a seleção brasileira se orgulha disso. Acredita que seu grupo já está educado a agir assim e não consegue alterar certos modos. Os índices físicos também estão aprovados pela preparação.



