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terça-feira, 24 de maio, 2022
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Intervenção democratiza acesso à cultura por jovens indígenas de Campo Grande


Material confeccionado pelos jovens nesta ação, estarão em exposição na Casa do Artesão, em Campo Grande, na manhã deste sábado (27)

Como parte das ações do I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania – “Campão Cultural”, adolescentes e jovens de comunidades indígenas e da periferia de Campo Grande estão participando de rodas de conversa e intervenções culturais, no prédio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), e de muralismo nas obras de reforma da Casa do Artesão.

A experiência é uma mostra do que o Programa Cidadania Viva promoverá com os jovens, com o objetivo de estimular e disseminar ações que fomentem o exercício da cidadania, incentivando o diálogo por meio da educomunicação.

De acordo com o secretário-adjunto de Cidadania e Cultura, Eduardo Romero, idealizador do   Projeto Cidadania Viva, essa primeira ação foi muito positiva. “Tivemos uma integração das linguagens artísticas, onde conseguimos reunir artistas de muralismo e grafite, junto com isso inserir as expressões artísticas dos jovens. Além da integração entre projetos, com o projeto Livres que é de uma comunidade periférica que usa a musicalização com instrumentos de lixo seco para trabalhar o letramento, com as comunidades indígenas.”

Presente desde o primeiro dia, que foi marcado pela realização de uma roda de conversa, que teve como tema: Juventude, Cidade e Patrimônio Cultural, a anciã da Aldeia de contexto Urbano Paravá, Nena Terena, destacou: “Tenho gostado muito de estar com os jovens, da cultura, e quero participar mais. E daqui para frente esses eventos podem chegar na aldeia, o que vai ser muito bom. ”

Arte e cultura

Os resultados das trocas de experiências podem ser conferidos nos tapumes da reforma da Casa do Artesão, em Campo Grande. As técnicas do muralismo e grafite como expressão comunicativa, exposição de pensamentos e visão de mundo, foram usadas para representar a temática trabalhada durante as atividades.

Intervenção democratiza acesso à cultura por jovens indígenas de Campo Grande

“É tudo, é uma união de forças, primeiro porque as competências são de iguais para iguais. Quando você tem a possibilidade de contribuir com a arte para o conhecimento e desenvolvimento das comunidades mais jovens e que inclusive não tinham acesso a isso é algo muito importante para a construção social das pessoas e para a formação da comunidade em geral”, ressalta Apres Gomes Neto, que faz parte da equipe do Campão Cultural.

O artista Libencio Lourenço, mais conhecido como ‘Cuca’, está participando da ação e garantiu que o programa é uma forma do seu trabalho ser ainda mais reconhecido dentro e fora de Nioaque. “Para mim é uma experiência proveitosa, eu não sou de Campo Grande, sou de Nioaque, e eu estou muito feliz em poder participar aqui. E essa tela que eu estou pintando ela se chama “O Protetor”, é um indiozinho que abraça os animais contra o fogo que está acontecendo no Pantanal. E essa troca com os jovens está sendo maravilhosa para mim e para eles, eu tenho muito que aprender com eles”, afirmou.

Intervenção democratiza acesso à cultura por jovens indígenas de Campo Grande

A música também está presente nas atividades com a presença do projeto Livres. “Nós trabalhamos há mais de 8 anos com o contraturno escolar pedagógico com crianças e adolescentes que apresentavam dificuldade no aprendizado. E a música, ela produz a capacidade de desenvolvimento das habilidades, então todas essas dificuldades são sanadas através da musicalização. E a gente faz percussão com lixo seco porque é uma forma barata e você tem acesso a esses instrumentos que são jogados na natureza e você produz uma coisa boa. E estamos aqui com os povos indígenas e isso é uma experiência única e precisamos conhecer mais da cultura deles e eles cada vez mais integrados às culturas das zonas urbanas”, afirma Rosangela Maria do Nascimento, coordenadora do projeto.

Neste sábado (27), a partir das 09h, na Casa do Artesão, será realizada uma exposição do material confeccionado pelos jovens. A atividade marcará o encerramento desta primeira ação do Programa Cidadania Viva, dentro do Campão Cultural. Na ocasião, será possível acompanhar o processo criativo desde o papel, até o muralismo. E na sequência os participantes receberão o certificado.

Para saber mais sobre o Programa Cidadania Viva, clique aqui.

Jaqueline Hahn Tente, Secic

Fotos: Elias Reis e Luan Saraiva 

Fonte: Governo MS

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