Decisão judicial determinou afastamento, recolhimento da arma funcional e suspensão do acesso aos sistemas da corporação
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul determinou o afastamento cautelar do investigador Anderson Oliveira da Silva, lotado na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia, por suspeita de ter utilizado a função pública para facilitar a entrada de dois homens no pátio onde ficam veículos apreendidos pela unidade.
A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial do Estado e atende a uma decisão da Justiça no âmbito da investigação.
Além do afastamento das atividades policiais, a determinação prevê o recolhimento da arma de fogo institucional, da carteira funcional e de outros bens pertencentes ao patrimônio público que estavam sob responsabilidade do servidor.
A portaria também estabelece a suspensão dos acessos aos sistemas internos da Polícia Civil, incluindo logins e senhas utilizados para consulta aos bancos de dados da instituição, bem como o cancelamento das férias que estavam programadas.
O ato administrativo foi assinado pelo corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves, em cumprimento à decisão judicial que tramita sob sigilo.
Conforme o documento, a permanência do policial fora das funções será submetida à reavaliação judicial a cada 120 dias, levando em consideração o andamento do processo.
De acordo com os autos, o investigador é acusado de ter se valido do cargo para possibilitar ou facilitar o ingresso de terceiros no pátio da Delegacia de Polícia de Sidrolândia, área destinada à guarda de bens apreendidos e que permanece sob custódia do Estado.
Durante o interrogatório realizado no curso da investigação, Anderson Oliveira da Silva admitiu ter permitido a entrada dos suspeitos no local. Segundo o depoimento, ele afirmou que passou a manter uma relação de amizade com um dos envolvidos após uma prisão anterior relacionada a uma dívida de natureza civil.
Conforme registrado no processo, a aproximação evoluiu para troca de contatos telefônicos e, posteriormente, teria resultado na facilitação do acesso ao pátio da unidade policial.
As investigações apontam que a atuação do investigador foi determinante para que os suspeitos tivessem acesso à área restrita da delegacia, onde tentaram retirar peças de veículos apreendidos.
Prisão em flagrante
O episódio que deu origem à investigação ocorreu em maio deste ano, quando dois homens foram surpreendidos pela Polícia Militar dentro do pátio de veículos apreendidos da Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia.
Fonte: Correiodoestado

