19/08/2016 07h50
Ele foi bronze no último Mundial nesta mesma categoria.
UOL
Isaquias Queiroz entrou, nesta quinta-feira, em uma lista seleta de atletas brasileiros. Em um país em que as conquistas olímpicas não são tão comuns, ele é apenas o quinto homem a conseguir subir ao pódio mais de uma vez na mesma Olimpíada.
O baiano foi o terceiro colocado na prova do C1-200m e conquistou o bronze. Ele já tinha sido vice-campeão e prata da C1-1000m na Rio-2016. O último a conseguir o feito tinha sido o nadador Cesar Cielo, nos Jogos de Pequim-2008, com o ouro dos 50m livre e o bronze dos 100m livre.
Além deles, o também nadador Gustavo Borges (prata nos 200m livres e bronze nos 100m livre em Atlanta-1996) e os atiradores Guilherme Paraense (ouro na pistola militar de 30m e bronze por equipes na pistola livre 50m na Antuérpia-1920) e Afrânio da Costa (prata na pistola livre de 50m e bronze por equipes na mesma prova de Paraense em 1920) conseguiram o feito.
Depois de uma largada não tão boa como nas semifinais, Isaquias se recuperou na metade da final da prova e completou a prova em 39s628. O ucraniano Iurii Cheban ganhou o bicampeonato olímpico com 39s279 e Valentin Demyanenko, do Azerbaijão, ficou com a prata.
Mas Isaquias quer mais. O brasileiro voltará à Lagoa já nesta sexta-feira para disputar a eliminatória da C2 -1000m ao lado de Erlon de Souza, prova na qual a dupla é a atual campeã mundial. Se conseguir mais uma medalha, Isaquias será o primeiro atleta do país a ter três pódios na mesma edição olímpica.
Isaquias Queiroz já havia entrado para a história do esporte olímpico na última terça-feira como primeiro medalhista de canoagem do Brasil. Na ocasião, ele teve uma disputa remada a remada com o alemão Sebastian Brendel e acabou em segundo na prova que considerava ter menos chances de sair com o ouro.
Na C1-200, especificamente, Isaquias chegou à final como um dos favoritos ao marcar o melhor tempo da história da prova em Jogos Olímpicos durante as semifinais. Porém, ele mesmo disse que precisou se reinventar para disputá-la, já que a largada, um de seus pontos fracos, é fundamental no curto percurso de 200 metros comparado ao de 1000 m. Ele foi bronze no último Mundial nesta mesma categoria.


