18/12/2013 16h10
A Associação de Moradores, após muita luta para conseguir a implantação de rede de energia elétrica, agora batalha para conseguir água tratada e esgoto
Jornal O Progresso
A Associação de Moradores do Projeto de Assentamento Itamarati (Ampai), após muita luta até conseguir a implantação de rede de energia elétrica junto à Enersul, prevista para iniciar já no próximo mês, agora batalha para conseguir a presença da Sanesul para levar água tratada e esgoto até a comunidade. A energia chega ao núcleo urbano do assentamento após certo período de insistência da Associação, já que necessitava para isso da autorização do Incra.
“O deputado Geraldo Resende é que nos ajudou a fazer todos estes encaminhamentos”, conta o secretário da Associação, Francisco Roque, o “Chico Roque”, que por muito tempo foi líder estudantil em Dourados.
Criada em 2005, a Associação é presidida por José Roberval Barbosa Lela, o Paulo, tendo como tesoureira Virgínia Borges.
O assentamento existe desde 2011 e vai beneficiar a população do núcleo urbano que compreende 1.526 lotes onde estão construídas cerca de 400 residências fazendo parte do Programa Universalização Rural. Em todo o assentamento Itamarati existem 19.000 moradores.
Por conta deste número populacional, os moradores já lutam também pela emancipação do Itamarati. Neste sentido já foram enviados dois ofícios, sendo um para cada senador, Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB). “Nós temos um grande potencial em vários pontos, mas, no geral, estamos isolados”, disse Francisco.
Ele conta que no assentamento não existe agência bancária e para que os moradores possam ter acesso a vários programas da agricultura familiar via banco são obrigados a se deslocar até Ponta Porã, que fica a 50 quilômetros de distância. Não existe hospital no assentamento e, dependendo do caso, os moradores têm duas opções: se deslocar até Ponta Porã ou mesmo até Dourados, que fica a 150 quilômetros de distancia. Um hospital para o assentamento faz parte de outra luta da comunidade.
Existe asfalto e um ônibus da empresa Cruzeiro do Sul faz a linha intermunicipal. O mais interessante é que um aeroporto de grande estrutura que por muito tempo servia como pousos e decolagens na época da Fazenda Itamarati ainda existe apesar de abandonado. Existe ferrovia, mas também em estado de abandono.
Uma rádio comunitária também faz parte de um conjunto de necessidades que a associação está apontando em um relatório que vem elaborando. Além de uma agência do INSS, os títulos definitivos das terras e uma base da Polícia Militar Ambiental.


