Palavra vem do guarani e significa ‘onça pintada’
Agora, Campo Grande também tem, em uma de suas praças, uma escultura de grandes proporções, desde o dia 8 de dezembro, quando foi entregue à população com a revitalização da Praça Santa Fé, em um trabalho conjunto da Plaenge e da Prefeitura da Capital com o artista visual Marcos Rezende, idealizador e criador da escultura, que é como aquelas que sempre vemos em filmes, séries e até novelas volta e meia, estátuas e esculturas gigantescas, que impressionam, são imponentes e reinam, absolutas, onde quer que sejam “plantadas”.
Com a Jaguaretê (onça pintada em guarani), uma “baita” onça que foi instalada na Praça Santa Fé, não foi de outra forma: a felina ‘diferentona’, estilosa, metálica e impactante começou a chamar a atenção assim que foi instalada no espaço, atraindo olhares de curiosidade, espanto e admiração, deixando queixos caídos e olhos arregalados naqueles que por ali passam, por um motivo ou por outro.
Com certeza, as proporções da onça que são quase colossais (em comparação com outros monumentos e esculturas da Capital) contribuem bastante para todo esse impacto: a onça proposta por Marcos tem três metros de altura, 5,05 metros de comprimento, 2,39 de largura, pesa 1,35 tonelada, e é feita de aço, simbolizando a “rainha do Pantanal”.
“Através de uma pesquisa foram levantadas a preferência e a identificação da população campo-grandense com nossas raízes, natureza e cultura, então, nada mais lógico que buscar elementos desse universo para compor a obra de arte. Observando as diversas obras já existentes na Capital, percebi a ‘falta’ daquela que é a rainha do Pantanal, o felino que vive no topo da cadeia alimentar pantaneira. Buscando referências indígenas, cheguei à Jaguaretê”, explica o “pai” da onça.
Marcos conta que sentiu-se honrado e grato pelo convite para conceber a obra. “As primeiras sensações de criar um monumento tão significativo e impactante foram de gratidão e honra por ter sido convidado para ser o executor dessa obra. Depois, vieram a coragem e a determinação de encarar um desafio inédito de montar um monumento gigante de aço.”
A estética e as proporções da Jaguaretê remetem a esculturas presentes em outros países ao redor do mundo, dando um ar ‘cosmopolita’, de alguma forma, àquele pedaço da cidade. Sobre isso, o artista explica que se decidiu por uma abordagem que mesclasse a contemporaneidade a um tema tão nosso.
“Por se tratar de um assunto tão corriqueiro e lugar comum, um clássico – vamos dizer – resolvi projetar uma obra que trouxesse o moderno e contemporâneo para fazer parte. As estruturas de aço passam uma sensação de poder e de longevidade, e suas formas poligonais remetem ao digital e virtual… com esses elementos, é quase como se a Jaguaretê fosse uma holografia na praça, sensação essa que recebe o reforço da luz solar que, com sua variação, a cada hora cria uma obra de arte diferente”, pontua o autor da obra.
Por fim, Marcos fala com o coração ao explicar sobre o propósito da “onça gigante”: “O maior propósito foi trazer mais alegria e beleza para quem vê, gerar aquele momento de contemplação no qual a gente esquece dos problemas do dia a dia e nos permitimos imaginar e sonhar. Essa é a função da Jaguaretê, Essa é a função da Arte. Viva!”
Marcos pode ser encontrado no Instagram como @marcosrezende.art.
O fotógrafo Wilmar Carrilho, que fez o registro da “onçona”, fala sobre suas impressões a respeito da escultura. “Achei imponente, maravilhosa, e tecnológica também, pois cada peça poligonal foi projetada em computador, para depois as chapas de aço serem cortadas uma a uma. A obra não foi pintada, pois o artista quis deixá-la ao natural, e a oxidação do metal deve proporcionar um efeito na cor marrom-ferrugem. A onça, um símbolo do nosso Pantanal está muito bem representada nessa obra”, pontua.
Revitalização da praça
A revitalização do espaço foi feita atendendo a uma solicitação dos moradores do bairro, e foi prevista em um termo de compromisso entre a Plaenge e a Prefeitura de Campo Grande como uma das melhorias a serem implementadas no bairro, com elaboração do projeto e o acompanhamento da obra feitos pelos colaboradores que participam da iniciativa “Praça de Todos”, parte do Projeto Raízes, uma plataforma do Grupo Plaenge em Campo Grande, que reúne as diversas ações da empresa nos mais de 34 anos atuação em MS, dentro dos pilares da responsabilidade social, ambiental, cultural e econômica.
O trabalho realizado no local envolveu adequações como 50 vagas de garagem para motos e seis para carros, além de revitalização do espaço com paisagismo, plantio de árvores, calçamento, pintura, sinalização, troca de gradil, iluminação e a obra de arte.
A prefeita Adriane Lopes afirma que a praça deve ganhar um novo apelido. “Nós estamos muito felizes com a revitalização da Praça Santa Fé, mas acho que ela vai ficar mais conhecida como ‘Praça da Onça’. Essa parceria é muito importante para cidade, revitalizando espaços públicos, parceria do poder público com a iniciativa privada trazendo resultados para moradores para nossa cidade.”
Para o diretor da Plaenge, Édison Holzmann, o resultado da ação é motivo de orgulho. “É uma alegria e satisfação, a entrega desse projeto tão bonito e dessa obra de arte. Nós já temos mais de 300 ações ao longo de 34 anos, contribuindo significativamente para uma Campo Grande melhor. É motivo de orgulho da nossa equipe que faz tudo isso acontecer”, finaliza.
A Praça Santa Fé está localizada na Rua José Gomes Domingues, nº 457, Bairro Santa Fé, em Campo Grande.
FONTE: TOP MÍDIA NEWS

