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sábado, 17 de outubro, 2026

Jovem vivo é considerado morto até se apresentar

14/01/2014 14h10

Jovem que teria aparecido vivo é considerado morto até se apresentar

Esta foi a afirmação da delegada responsável pelo caso, Magali Leite Cordeiro, do 2º Distrito Policial

Correio do Estado

Até que Anderson Casadia Souza Nascimento, de 22 anos, se apresente na delegacia de Dourados (MS), ele continuará sendo tratado como morto. Esta foi a afirmação da delegada responsável pelo caso, Magali Leite Cordeiro, do 2º Distrito Policial, depois da mãe do jovem aparecer dizendo que o filho fez contato e estaria vivo. “A situação havia sido encerrada, o caso fechado, o corpo sepultado, a declaração de óbito feita, quando, para nossa surpresa, a mãe, que havia reconhecido sem dúvidas o corpo que foi encontrado na quinta-feira passada boiando em um lago do Parque Arnulpho Fioravanti, apareceu e disse que ele ligou e se encontrou com ela. O corpo não estava em decomposição, apesar de inchado, e era visível a fisionomia da vítima, não era para ter uma confusão dessa”, explicou.

Anderson, que possui uma ficha criminal com registro de várias passagens, estava com um mandado de prisão em aberto e isso, considerando a hipótese dele estar realmente vivo, poderia estar afugentando o rapaz de se declarar como vivo.“É uma situação altamente complexa juridicamente, e temos que ter muito cuidado. Vamos instaurar um procedimento para apurar esse possível reaparecimento. Digo possível, porque eu ainda não o vi, ele não se apresentou, então será tratado como morto por enquanto. Temos que saber por que a mãe foi ao Instituto Médico Legal, fez o reconhecimento junto com outros parentes, e agora diz que o rapaz está vivo. Tiveram todas as despesas funerárias, houve a emissão de uma declaração de óbito e agora eles vieram com essa nova versão”.

Magali também não descarta que a “morte” de Anderson tenha sido uma possível manobra para que ele pudesse se livrar da ficha criminal que carregava. Segundo ela, nada impede que a família tenha criado a situação para que ele continuasse impune e vivesse com uma identidade falsa. Se essa hipótese for confirmada e o reconhecimento do corpo de má fé seja constatado, os familiares poderão ser penalizados judicialmente por apontar à polícia uma situação que não condiz com a realidade. “A partir daí, teríamos um corpo a identificar e a família e o próprio Anderson teriam que buscar judicialmente a anulação da declaração de óbito. Não há queixa de desaparecimento, então estaríamos em estaca zero para identificar aquele corpo que foi sepultado, considerando, é claro, que ficasse comprovado que o Anderson está realmente vivo”, destacou Magali. Conforme a delegada, a família deve comparecer novamente à delegacia ainda hoje para dar continuidade aos esclarecimentos do caso.

Outro caso inusitado foi registrado pela polícia no dia 24 de dezembro, em Itaporã. A vítima foi assassinada com uma paulada na cabeça e também foi torturada antes de ser jogada na água. Familiares identificaram como Jaciela Freitas, de 14 anos, moradora na Aldeia Tey Kuê em Caarapó. No entanto, após a realização do enterro, a jovem apareceu na casa dos familiares, em Caarapó. Quem foi assassinada e jogada na lagoa foi Nubia, de 13 anos, também moradora na aldeia Tey Kuê. O caso veio à tona neste final de semana, após a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) ter conhecimento.