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Ponta Porã
sexta-feira, 7 de agosto, 2026

Juiz decreta preventiva de pai e filho flagrados com 420 quilos de cocaína em Ponta Porã

A juíza federal Mária Rúbia Andrade Matos decretou a prisão preventiva do comerciante “Cabecinha” e do filho dele, flagrados quarta-feira (5) com 420 quilos de cocaína.

A droga estava num compartimento oculto na lateral da caçamba de uma carreta Volvo , interceptada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na Cabeceira do Apa, em Ponta Porã.O filho fazia o serviço de batedor de estradas em um Jeep Compass.

A apreensão ocorreu quando a equipe da Delegacia Especializada de Fronteira da PRF em Dourados abordou a carreta atrelada a um bicaçamba, conduzida Cabecinha. Ele não soube explicar ao certo o destino da carga de grãos que ainda iria carregar em Ponta Porã. Após uma revista na caçamba, foi identificado o fundo falso nas laterais da caçamba, onde estavam os tabletes de cocaína

Na sequência, os policiais apreenderam o Jeep Compass.

Segundo a polícia, Cabecinha é funcionário de uma transportadora e trabalha com embarques de grãos. Ambos foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã e autuados em flagrante por tráfico. A carga, avaliada em pelo menos R$ 21 milhões em grandes centros brasileiros, seria levada para o Porto de Paranaguá (PR), de onde seguiria de navio para o exterior.

Durante audiência de custódia remota, nesta quinta-feira (6), a juíza da 2ª Vara Federal de Ponta Porã homologou o flagrante e decretou a prisão preventiva (sem prazo definido) de pai e filho.

“Há suficiente prova de materialidade e indícios de autoria delitiva, conforme auto de prisão em flagrante, laudo preliminar de constatação, termo de apreensão e depoimentos colhidos. A simples concessão de liberdade provisória, com medidas cautelares diversas da prisão, mostra-se insuficiente para tutelar a ordem pública e prevenir a reiteração criminosa”, afirmou a magistrada.

Para a juíza federal, o contexto dos autos revela conduta de “elevada gravidade concreta” devido à quantidade de droga e ao esquema usado para o tráfico. “A existência de compartimento oculto de fabricação especialmente voltada ao transporte de entorpecentes evidencia planejamento prévio e inserção dos agentes em estrutura logística de criminalidade organizada transnacional”, afirmou.

Na decisão, Mária Rúbia Andrade Matos citou que a droga foi carregada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, tinha como destino final o Porto Paranaguá e havia previsão de embarque de carga lícita de milho para mascarar o transporte. “O valor ajustado pela empreitada, de R$ 70.000,00, indica participação consciente e relevante na cadeia criminosa”.

Ela citou também os antecedentes criminais em decorrência da prisão com 450 quilos de cocaína em Iturama (MG), em 2017, além de múltiplos boletins de ocorrência ao longo dos anos envolvendo porte ilegal de arma de fogo, ameaça e outros ilícitos.

Fonte: Campograndenews