Homem deu ré, prensou esposa no portão da casa e, em seguida, saiu com o carro e vítima foi arrastada por cerca de 10 metros, no mês passado, em Campo Grande.
O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, aceitou denúncia por feminicídio contra Willames Monteiro dos Santos, acusado de matar atropelada a esposa, Andressa Fernandes Teixeira, 29 anos, e marcou a primeira audiência do caso, de instrução, para o dia 29 de julho deste ano.
O acusado está preso.
Andressa Fernandes Teixeira foi atropelada e arrastada pelo marido no dia 20 de abril, no bairro Nova Campo Grande.
Os filhos do casal, sendo uma criança de 3 anos e uma de 11 anos, presenciaram o crime.
Relembre
A delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Marianne Souza, disse, na época, que o casal estava sentado em frente de casa bebendo e, quando o suspeito iria sair pela terceira vez para buscar mais bebida, a mulher tentou impedir pois ele já estaria embriagado.
Mesmo assim, Willames entrou no carro e deu ré, atropelando a esposa e a prensando contra o portão da casa. Na sequência, ele saiu com o carro e vítima foi arrastada por cerca de 10 metros.
Testemunhas divergiram, com uma dizendo que o homem parou o carro ao ser avisado que a esposa estava sendo arrastada, enquanto outros dizem que ele passou por cima dela mais de uma vez.
“Temos informações que a filha de 11 anos teria pedido ajuda em um grupo da família, familiares começaram a chegar, tiraram ela de baixo do carro, ainda em tese aparentemente com vida, mas quando o socorro chegou ela já não tinha sinais vitais”, disse a delegada.
O homem estava transtornado e precisou ser contido, pois estava atrapalhando o trabalho da perícia. A polícia afirma que ele tentou resistir a prisão, mas não fugir do local.
O carro também foi retirado do local e será investigado se foi na intenção de atrapalhar as investigações e perícia técnica. Caso seja constatado essa tentativa, as pessoas que moveram o veículo poderão ser responsabilizadas.
O casal estava junto há 12 anos. Uma vizinha relatou que o relacionamento era conturbado, com brigas constantes.
A titular da Deam, delegada Eliane Benicasa, disse que não havia registro recente de boletim de ocorrência, apenas um em 2023, por vias de fato, onde a vítima não pediu medida protetiva e, durante o atendimento, acabou saindo da delegacia.
Fonte: Correio do Estado

