23/02/2018 15h20
A proposta sob análise no Banco Central é da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), que propõe uma taxa de 3% ao mês.
A cobrança de juros nas compras parceladas pelos lojistas no cartão de crédito pode inibir o consumo em um período delicado, ainda na chamada zona negativa, alerta o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo. A proposta sob análise no Banco Central é da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), que propõe uma taxa de 3% ao mês.
“É um retrocesso e desestímulo ao comércio, em um cenário em que os lojistas já sofrem com as vendas arrefecidas. Uma medida como essa inibiria o consumo que está na zona negativa e impacta nas expectativas dos empresários e também dos consumidores que ficam mais contidos em gastos”, diz o presidente do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Edison Araújo.
Além disso, entidades de todo o País vêm se posicionando na defesa da liberdade do comerciante para negociação e formação de preços, sem contar que a eventual adoção dos juros nas compras parceladas no cartão poderiam implicar no aumento da inadimplência, uso de cheques pré-datados, que há décadas vêm sendo substituídos pela moeda virtual.
De acordo com a Abranet (Associação Brasileira de Internet), as vendas parceladas sem juros representam mais de 50% das vendas com cartão, totalizando R$ 400 bilhões .

