Em junho de 2021, o ex-tenente-coronel foi condenado a 7 anos de prisão, em regime fechado.
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou que a PM exclua das fileiras o tenente-coronel Luiz Carlos Rodrigues Carneiro, condenado por contrabando.
Ele já foi comandante da Polícia Militar Rodoviária e foi preso em flagrante em novembro de 2020, com um carregamento de celulares e cigarros contrabandeados do Paraguai.
A decisão foi unânime pelos membros da 2ª Seção Criminal do TJMS.
Em seu voto, o relator, desembargador Jairo Roberto de Quadros, concluiu a “manifesta incompatibilidade e indignidade para o exercício da função, sem efeitos nos proventos de aposentadoria”.
O oficial reformado tem salário de R$ 30.495,61. Em sua defesa, o tenente-coronel chegou a alegar que estava apenas pegando ‘carona’ com o muambeiro, sem saber que a caminhonete estaria transportando produtos contrabandeados.
Em junho de 2021, o ex-tenente-coronel foi condenado a 7 anos de prisão, em regime fechado. O oficial, que já tem condenação pela Oiketicus, foi preso em flagrante em novembro de 2020 com um carregamento de celulares contrabandeados do Paraguai.
Prisão do ex-tenente
O tenente-coronel foi preso por policiais do DOF que faziam patrulhamento na estrada vicinal que liga o assentamento Itamaraty à BR-463. Por se tratar de um trecho utilizado por contrabandistas e traficantes, os policiais desconfiaram. Então, fizeram a abordagem.
Logo, o carona se identificou como policial militar, tenente-coronel Luiz Carlos, mostrando inclusive a identidade funcional. A polícia constatou que havia alguns volumes no banco traseiro e, ao perguntar ao motorista o que seria, o motorista, Felipe, respondeu que se tratava de mercadoria de origem estrangeira. Foi solicitado então que ele abrisse o porta-malas, onde havia outras mercadorias.
Foram encontrados 30 celulares Ipro Opal, 14 pacotes de cabo de internet e 400 cigarros eletrônicos. Os policiais do DOF deram voz de prisão aos dois, que então foram levados para a delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã. Em seguida, os militares seguiram para a Corregedoria da PM em Campo Grande.
Em 2018, durante desdobramento da Operação Oiketicus, realizada pelo Gaeco, Corregedoria da PMMS e Ministério Público Estadual, o tenente foi alvo de operação. Ele foi preso ao ser flagrado com 22 munições de calibre 7.62 para fuzil e condenado a 3 anos.
Fonte: Midiamax

